Mercado atento à queda do petróleo

O preço do petróleo concentra a atenção dos investidores e o anúncio de que Israel e Palestina assinaram um documento condenando a violência pode deixar o mercado menos instável. Há pouco, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro estavam em queda de 0,62% em Londres, a US$ 31,90 por barril. No mercado interno, o dólar recua 0,11% em relação aos últimos negócios de ontem e está cotado a R$ 1,8640 na ponta de venda dos negócios. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam dia pagando juros de 17,260% ao ano, frente a 17,110% ao ano ontem. Analistas acreditam que o cenário para os preços do petróleo agora dependem muito mais de um fim do conflito no Oriente Médio, do que de uma diminuição da demanda no hemisfério norte. Ou seja, a questão deixou de seguir a lógica econômica para tomar por base fatos políticos. "a preocupação pode aumentar, já que não há nenhuma previsibilidade em questões políticas", afirma Nicolas Balafas, diretor de renda variável do BNP Asset Management.Além do preço do petróleo, a divulgação dos resultados trimestrais de empresas norte-americanas também pode influenciar o desempenho do mercado hoje. Nos últimos dias, o anúncio desses números tem deixado o mercado instável. Isso porque, a cada resultado abaixo do esperado, os investidores refazem seus cálculos de perspectivas de ganhos, não só para os próximos meses, como também para períodos mais longos. Com isso, existe uma tendência de que os investidores troquem de posições no mercado, o que pode provocar queda no preço dos papéis. Amanhã, a gigante Microsoft anuncia seus números. Reunião do Copom começa hojeComeça hoje a reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) para definição da nova taxa básica e juros - Selic. Com a instabilidade do cenário externo - preço do petróleo e bolsas norte-americanas -, a expectativa dos analistas é de que o Comitê mantenha os juros em 16,5% ao ano. O resultado será divulgado amanhã. Nas duas últimas reuniões, o Comitê segurou a queda dos juros. Em agosto, o motivo foi a pressão de alta nos índices de inflação e, em setembro, as oscilações do preço do petróleo já começavam a assustar.

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