Mercado atento ao cenário externo e ao Copom

Os analistas do mercado financeiro preparam-se para iniciar mais uma semana sem perspectivas de mudanças significativas no andamento dos negócios. Assim, exatamente como os investidores encerraram as atividades de sexta-feira, abrem as transações de hoje de olho, principalmente, no mercado externo e nos acontecimentos em torno de uma possível guerra entre EUA e Iraque. Por isso, a maioria dos operadores avalia que a abertura dos negócios de hoje deve ficar próxima à estabilidade, com pequena tendência de alta. "O ambiente hoje é mais propício a uma alta rápida e brusca na cotação do dólar, se algum fato ruim acontecer, do que para o rompimento do suporte de R$ 3, mesmo em caso de novidades positivas. Sem notícias novas, o dólar parece ter encontrado um relativo equilíbrio em torno de R$ 3,10 e um pouco acima", disse um experiente profissional de mercado. Como o previsto, na abertura dos negócios, às 9h35, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,1800, em alta de 0,60% em relação ao fechamento de sexta-feira. Já no mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 20,580% ao ano, frente a 20,450% ao ano negociados ontem. Uma notícia positiva para o mercado de câmbio, nesta semana, seria a queda da taxa referencial da economia, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) define o novo juro na sua reunião de amanhã e quarta-feira e as opiniões dos analistas se dividem. Alguns vêem espaço para quedas e isso levaria a um recuo das cotações do dólar. Outros apontam o cenário externo como impedimento para qualquer mudança na política monetária.

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