Mercado atento ao preço do petróleo

O mercado financeiro deve ter um dia de poucos negócios. Ontem, por causa do feriado, o mercado brasileiro não pôde reagir à alta do preço do petróleo, que ultrapassou US$ 35 o barril. Hoje, para alívio do mercado financeiro, os preços voltaram a cair. Há pouco, segundo relata a editora Patricia Lara, o barril do óleo caía para US$ 33,48 em Londres e US$ 34,52 em Nova York. A tendência para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) hoje é de baixo volume de negócios e uma pequena alta. No início da manhã, operava com alta de 0,35%. Há pouco, o dólar estava cotado a R$ 1,8240 - uma alta de 0,16% em relação aos últimos negócios de quarta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começaram o dia pagando juros de 16,950% ao ano. Na quarta-feira encerraram o dia em 16,880% ao ano.Os investidores encerram a semana atentos à reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que começa no domingo. Os ministros dos países-membros devem avaliar um possível aumento de produção. No Brasil, a expectativa é que, mesmo que o preço do petróleo continue em alta, o preço dos combustíveis pode ficar inalterado. Pelo menos até as eleições. O ministro Pedro Parente chegou a negar ontem que a equipe econômica esteja planejando reajuste de combustíveis. Analistas acreditam que, diante da necessidade de cumprir a meta inflacionária, o governo tende a preferir sacrificar as contas fiscais, que estão com folga. No médio prazo, contudo, se o petróleo não ceder, não se descarta novo aumento da gasolina. Mas isto, se ocorrer, só afeta a meta de 2001 - de 4% com folga de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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