Mercado atento aos índices de inflação

O mercado financeiro registrou alguma oscilação no primeiro dia após a manutenção da taxa básica de juros - Selic. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a registrar queda de 1,51% e, na máxima do dia, subiu apenas 0,02%, fechando em queda de 0,80%. Após o ajuste das cotações, a expectativa dos investidores é que essa sexta-feira seja de tranqüilidade nos mercados. A Bovespa abriu hoje em alta de 0,50% e há pouco operava em alta de 1,27%.No mercado de juros, as taxas subiram um pouco durante a manhã de ontem, mas recuaram no período da tarde. Com a expectativa de poucas oscilações nesse mercado hoje, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começaram o dia pagando juros de 16,980%, frente a 16,960% ao ano registrados ontem. E o dólar, depois de apresentar queda de 0,11% ontem, era cotado há pouco a R$ 1,8230 na ponta de venda dos negócios.Inflação é o foco das atenções agoraA manutenção da Selic em 16,5% ao ano, justificada pela pressão nos índices de inflação, chamou a atenção dos investidores para o problema. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, chegou a admitir ontem que a inflação fique um pouco superior a 6%, mas reiterou que a meta não será prejudicada, já que existe um espaço para variação de 2 pontos porcentuais acima desse patamar. De acordo com o ministro, segundo apurou a repórter Isabel Dias de Aguiar, o País discute agora o que vem depois da vírgula da taxa prevista de 6%, enquanto no início da década a avaliação era se a inflação seria de 2 mil ou 3 mil por cento. Na opinião de Malan, a inflação deve recuar, pois a pressão é sazonal, ou seja, específica dessa época do ano. Em relação à taxa de juros, o ministro confirmou que a tendência continua sendo declinante.O economista-chefe do CitiBank do Brasil, Carlos Kawall, em entrevista ao programa "TV Economia", da Rede TV!, também confirmou a expectativa de que a inflação deve recuar. De acordo com o executivo, o Comitê de Política Monetária (Copom) tomou a atitude mais sensata ao manter a Selic em 16,5% ao ano, mas ele conta com uma redução de mais 1,5 ponto porcentual até o final do ano, quando a Selic chegaria a 15% ao ano.

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