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Mercado avalia às 11h30 possível decisão do Fed

O mercado passará o dia com as atenções voltadas para os EUA. Primeiro, a saúde da economia americana será medida com a divulgação de indicadores, entre eles a prévia do PIB do quarto trimestre, que sai às 11h30. Às 17h15, será a vez da equipe de Greenspan determinar a dose do antídoto contra a recessão nos EUA. A forte queda do índice de confiança do consumidor divulgada ontem silenciou a minoria cautelosa que esperava por um corte de apenas 0,25 ponto. A maioria quase absoluta agora aposta num corte de 0,50 ponto. Diga-se "quase" porque, diante da preocupação com uma crise mais aguda da maior economia mundial, tem analista prevendo um corte mais radical, de 0,75 ponto. Outros acham que, se o corte for de 0,50 ponto, como aposta a maioria, o Fed pode baixar mais sua taxa na reunião de março, sobretudo se os dados do PIB que saem hoje indicarem uma maior desaceleração econômica. A previsão média dos analistas consultados pela agência Dow Jones é de um crescimento de 1,9% no último trimestre de 2000, contra 2,2% e 5,6%, respectivamente, nos dois trimestres anteriores. Além dos indicadores, empresas como AOL e Philips Morris divulgam balanços nos EUA, mas são os juros americanos que determinarão o humor do mercado hoje. Uma preocupação recorrente no mercado é que, se Greenspan surpreender com um corte acima do esperado, Wall Street possa reagir negativamente, diante da temor de uma recessão mais grave. No Brasil, esta preocupação também existe, embora alguns analistas considerem que a economia brasileira possa se beneficiar mais do que os EUA de um corte dos juros do Fed. "A queda dos juros americanos facilita as captações brasileiras no exterior e pode abrir maior espaço para a queda dos juros domésticos", comentou um profissional. O mercado brasileiro também foi favorecido ontem pela retomada da licitação da banda C do SMP, que terá amanhã nova tentativa de entrega de propostas, embora a previsão continue sendo de baixa competição nos leilões. No câmbio, que também pode ser favorecido por um relaxamento monetário nos EUA, hoje é dia de disputa entre comprados e vendidos para definir o dólar do vencimento dos futuros na BM&F. Na agenda de indicadores internos, destaque para o INA da Fiesp, que mostrará como a indústria - motor do PIB no ano passado - fechou dezembro. Em Brasília, o governo tenta retomar o debate da reforma tributária, um assunto mais agradável aos ouvidos do mercado do que a batalha campal entre Jáder Barbalho e Antonio Carlos Magalhães.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2001 | 10h29

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