Mercado avalia pacote nos EUA e dólar tem ligeira queda

Moeda fechou em R$ 1,7860, com queda de 0,06%. Ainda assim, o dólar acumulou alta de 2,17% na semana

Reuters,

18 de janeiro de 2008 | 16h32

O dólar interrompeu a sequência de alta dos últimos três dias e terminou a sexta-feira com discreta baixa, seguindo de perto a oscilação dos mercados externos diante das informações sobre o plano de estímulo à economia dos Estados Unidos. A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira a R$ 1,7860, com queda de 0,06%. Ainda assim, o dólar acumulou alta de 2,17% nesta semana, marcada pelo temor de uma recessão nos Estados Unidos.   Veja também: Bush anuncia pacote de ajuda à economia de US$ 150 bilhões Desaceleração nos EUA terá impacto em emergentes, diz Bird Plano de estímulo nos EUA deve trazer restituição fiscal 'The Economist' destaca situação favorável do Brasil Entenda a origem da crise nos EUA   Acompanhe na Bovespa o desempenho das ações O dólar passou a primeira parte do dia em queda - aproveitando, com cautela, o otimismo das principais bolsas de valores antes do anúncio das linhas gerais do pacote da Casa Branca.   A relativa calmaria acabou após o discurso do presidente norte-americano, George W. Bush, que delineou um pacote equivalente a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país - algo entre US$ 130 bilhões e US$ 150 bilhões. "O mercado não ficou tão otimista com o anúncio do Bush, o pronuciamento dele ficou aquém do que o pessoal esperava", disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento. A Casa Branca "ainda precisa detalhar melhor esse pacote", ressaltou. Oscilação Com a piora dos mercados internacionais logo após o anúncio, o dólar reverteu a queda e se aproximou da cotação de R$ 1,8000 - patamar em que não é cotado há quase um mês. A reação negativa, no entanto, foi comedida, com as bolsas em Nova York oscilando em queda moderada. Com isso, o dólar se acomodou para fechar praticamente estável. Segundo João Medeiros, diretor de câmbio Pioneer Corretora, o mercado ainda está procurando digerir o anúncio do presidente norte-americano. "A preocupação ainda é grande, está todo mundo tentando saber o que está acontecendo nos Estado Unidos", disse o diretor. O temor de uma recessão nos EUA cresceu após fracos índices de atividade e grandes prejuízos de instituições financeiras de peso. As preocupações despertaram um movimento de aversão ao risco, o que afastou investidores estrangeiros. O Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista ainda durante a manhã. Na operação, a autoridade monetária definiu taxa de corte a R$ 1,7770 e aceitou, segundo operadores, ao menos duas propostas.

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