Mercado brasileiro passa por processo de fusões

A troca de comando na Claro pode ser vista como mais um passo do processo de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações. O bilionário mexicano Carlos Slim Helú planeja consolidar as suas operações brasileiras. Até agora, a única medida oficial foi o anúncio da oferta de compra pelas ações sem direito a voto da Net, empresa em que divide o controle com as Organizações Globo, no começo do mês.

Cenário: Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

Slim é dono da Embratel e da Claro, e planeja comprar toda a Net assim que legislação permitir. Um projeto de lei no Senado tem como objetivo acabar com o limite ao capital estrangeiro nas empresas de TV a cabo, que hoje é de 49%. Apesar de ainda não ter anunciado oficialmente, fontes de mercado apontam que Slim já trabalha na integração das empresas que controla no País.

Ele precisa reagir ao movimento feito no mês passado pela Telefônica e pela Portugal Telecom (PT). Os portugueses venderam sua participação de 30% na Vivo, maior operadora celular brasileira, para os espanhóis. Ao mesmo tempo, compraram uma fatia de 22,4% da Oi, tornado-se os maiores acionistas individuais da chamada como "supertele brasileira".

A Telefônica trabalha para integrar a Vivo à Telesp, concessionária fixa de São Paulo, formando a maior empresa de telecomunicações do País, em faturamento e número de clientes. A Oi, por outro lado, deve retomar a capacidade de investir, que estava prejudicada pelo endividamento alto, com a entrada da PT.

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