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Mercado brasileiro "tem um potencial enorme", afirma banco suíço

Até os tradicionais bancos suíços, conhecidos como os mais eficientes do mundo, querem ganhar dinheiro com o sistema financeiro brasileiro. Nesta terça-feira, o UBS anunciou lucros recordes em suas operações mundiais e aproveitou para destacar que o mercado brasileiro "tem um potencial enorme" para as atividades do banco. Outras instituições financeiras suíças, como o Bank Leu, também querem ganhar espaço no País. No último domingo, o Estado revelou um estudo do consultor em assuntos bancários, Carlos Coradi em que mostra que os bancos brasileiros só perdem em rentabilidade para as instituições financeiras suíças. Pelo levantamento, o retorno sobre o patrimônio na Suíça é de 26,9%, contra 24,7% no Brasil. Uma consulta entre as praças financeiras de Genebra e Zurique mostra que essa rentabilidade está sendo acompanhada de perto pelos bancos suíços. Em seus balanços semestrais, os bancos Bradesco, Itaú e Unibanco registraram ganhos recordes. Curiosamente, os dois principais bancos suíços, o Credit Suisse e o UBS, também divulgaram nas últimas semanas seus balanços e com lucros recordes. Nesta terça, em Zurique, o UBS superou todas as previsões ao anunciar benefícios de US$ 5,3 bilhões no primeiro semestre, um alta de 40% em relação a 2005. No primeiro semestre de 2006, o fluxo líquido do banco chegou a US$ 67 bilhões, um aumento de 27% em comparação ao primeiro semestre de 2005. O Credit Suisse também já havia anunciado no início do mês resultados inéditos. No primeiro semestre do ano, somou benefícios de US$ 3,9 bilhões, 68% acima do mesmo período em 2005. Os lucros líquidos foram duas vezes superiores aos do ano anterior. AtençãoMesmo com todos esses lucros, os bancos suíços não deixam de dar atenção ao Brasil. O Credit Suisse foi o primeiro a desembarcar no mercado, ainda em 1998. Hoje, o banco tem um ativo total de mais de US$ 9,7 bilhões no Brasil. Nesta terça, os porta-vozes do UBS não mediam palavras para elogiar as potencialidades do mercado brasileiro. "Não éramos um banco com uma presença forte no Brasil até pouco tempo. Mas estamos vendo que o País oferece oportunidades de crescimento significativas. Existe um potencial crescente para a indústria de serviços financeiros no Brasil que queremos desenvolver", afirmou Patrick Zuppiger, um dos porta-vozes da maior instituição financeira da Suíça. Segundo o UBS, uma oportunidade para entrar de forma mais consolidada no mercado brasileiro foi por meio da compra do banco Pactual. "O processo de aquisição deve estar concluído até o final do ano", explicou Zuppiger. A compra do banco brasileiro foi a maior realizada pelo UBS nos últimos seis anos e exigiu US$ 11,8 bilhões. No ano passado, o Banco Leu, o mais antigo da Suíça, também anunciou que estava aumentando sua representação em São Paulo. Segundo o banco, exige-se que o cliente conte com cerca de um milhão de francos suíços, cerca de R$ 2 milhões, apenas para abrir uma conta. Fora da Suíça, o banco tem apenas o escritório de São Paulo, em Buenos Aires e em Nassau, um paraíso fiscal no Caribe. No caso do Brasil, o mercado é de tamanha relevância que o Leu é um dos poucos na Suíça a contar com um website em português sobre suas atividades financeiras. Inaugurado em 1755, o banco apresentou lucros de 166 milhões de francos suíços em 2004, um aumento de 38% em relação a 2003.

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