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Mercado cambial tem fraca liquidez pela manhã

O mercado doméstico de dólares atravessou a manhã sem nenhum registro de grandes operações. Com fraca liquidez, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 1,9730 (-0,10%) e a máxima de R$ 1,9770 (+0,10%), para encerrar a primeira metade desta terça-feira praticamente estável, com ligeira baixa de 0,05%, cotada a R$ 1,9740. Operadores acreditam que o mercado fincou pé na posição comprada e se recusa a sair dela pelo menos até amanhã, quando se encerra o mês de janeiro e a Ptax que liquirá os contratos futuros de dólares que vencem na BM&F depois de amanhã já estará consolidada.O mercado cambial está atento à reunião do Fed, iniciada hoje e que deve ser concluída amanhã com o anúncio de um novo recuo dos juros americanos. Também não se ignora a influência do adiamento da licitação para a venda de concessão da Banda C do Serviço Móvel Pessoal (SMP)- cuja decisão sobre a cassação ou não da liminar que suspendeu a entrega das propostas sairá hoje à tarde - e do déficit de US$ 544 mi na balança comercial de janeiro, divulgada ontem à tarde, sobre o comportamento do dólar. Mas são as atuações das tesourarias dos bancos em torno do vencimento dos contratos futuros na BM&F que estão regendo o tom do mercado.Apesar da ligeira queda neste início de tarde, o dólar está estacionado em um patamar elevado em relação há duas semanas, quando a moeda americana estava sendo negociada a R$ 1,95. O mercado espera recuo para amanhã, depois da fixação da Ptax, mas considera que a queda não deverá ser tão significativa, uma vez que a trajetória da moeda dentro de um cenário traçado com vistas no médio prazo é de alta.Até o final do ano, de acordo com análise de alguns profissionais do mercado, a tendência é de o dólar caminhar lentamente para R$ 2,00. Nesta trajetória estão embutidas as possíveis compras de dólares por parte do Tesouro, que até o fim do ano poderá adquirir algo em torno de US$ 3 bi para pagar juros da dívida externa, e também as pressões por conta do aumento inevitável das importações, já que a economia brasileira poderá crescer acima da média mundial.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2001 | 14h46

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