Mercado: cautela com queda de juros

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) revelou que não existe mais folga quanto ao cumprimento da meta inflacionária para este ano - 6% com espaço de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Diante disso, a expectativa de que a taxa básica de juros - Selic - chegue ao final do ano em 15% ao ano já foi abandonada pela maior parte dos analistas. "Chegar ao final do ano com a Selic a 16% ao ano está de bom tamanho", disse o economista-chefe do Lloyds TSB, Odair Abate.O mercado de juros já opera com esse cenário de queda mais lenta das taxas de juros. Diante disso, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,090% ao ano, no início da tarde, frente a 16,990% ao ano registrados ontem. Essa perspectiva de que o juro deve demorar mais a cair foi embutida na primeira etapa do leilão deoferta firme de papéis prefixados do Tesouro Nacional com vencimento em dois anos. O que caracteriza um leilão de oferta firme é que os operadores oferecem taxas e proposta para volume de compra, que são mantidos no momento do leilão. A taxa máxima definida pelo Tesouro para a segunda etapa, com base nas propostas feitas pelos operadores, ficou em 17,95% ao ano. Nos últimos contratos de juros negociados na Bolsa de Mercadoria & Futuro (BM&F), a taxa para dois anos estava em 17,50%. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a maior parte da manhã com ligeira alta e entrou no período da tarde com pequena valorização de 0,07%. O volume negociado até o final da manhã foi de R$ 350 milhões. O mercado operou, em grande parte, movido pela nova carteira do Ibovespa - Índice que mede a valorização dos papéis mais negociados na Bolsa (veja mais informações no link abaixo). Já o dólar comercial está cotado a R$ 1,8210 na ponta de venda dos negócios - uma baixa de 0,16% em relação às últimas negociações de ontem.

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