Mercado: cenário internacional atrai atenções

O mercado financeiro continua aguardando a aprovação de um pacote de ajuda financeira à Argentina em torno de US$ 20 bilhões, sendo que aproximadamente US$ 15 bilhões serão enviados por organismos financeiros multilaterais - Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com esses recursos, o país terá condições de fechar suas contas no próximo ano.Os mercados de juros e câmbio têm sido os mais afetados pelas incertezas no país vizinho e, caso o pacote de ajuda seja, de fato, anunciado nessa semana, as cotações tendem a recuar ainda mais. Na terça-feira já caíram um pouco e hoje o dólar comercial está cotado a R$ 1,9490 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,20% em relação aos últimos negócios de terça-feira. No mercado de juros também pesa a notícia de que o banco central norte-americano (FED) manteve a taxa de juros em 6,5% ao ano em sua reunião realizada ontem. Desde junho do ano passado, o FED elevou a taxa de 4,75% ao ano para o patamar atual. O objetivo da estratégia é desaquecer de forma suave a economia nos EUA. No Brasil, há pouco, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,820% ao ano, frente a 18,090% ao ano registrados na terça-feira.Os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devem continuar refletindo o desempenho do mercado acionário nos Estados Unidos. Além disso, a situação na Argentina também deve continuar influenciando os negócios. Na abertura do pregão, a Bovespa registrava leve alta de 0,07% e, há pouco, estava em alta de 0,21%.

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