Mercado: compasso de espera e poucos negócios

Nessa sexta-feira, a tendência para o mercado financeiro é de compasso de espera. A expectativa de melhoria do quadro econômico na Argentina, impulsionada por um provável pacote de ajuda externa, e a indefinição sobre o resultado das eleições nos Estados Unidos devem deixar os investidores retraídos. Além disso, em todas as sextas-feiras o volume de negócios é reduzido, pois os investidores evitam tomar posições que podem ser prejudicadas por algum fato novo no final de semana. No início da manhã, o dólar comercial está cotado a R$ 1,9580 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,36% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 18,050% ao ano, frente a 17,900% ao ano ontem. No mercado de ações, a tendência é de que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continue seguindo a tendências das bolsas de Nova York. Ontem a Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - registrou queda de 4,2%, enquanto a Bovespa acumulou queda de 0,35%. O baixo desempenho da Nasdaq é resultado, principalmente, da frustração dos investidores em relação aos resultados financeiros das companhias, que vêm sendo divulgados abaixo do esperado. Com isso, os acionistas refazem suas projeções de ganho com os papéis desse segmento. Como essa perspectiva diminuiu, o resultado é uma desvalorização do preço desses papéis. ExpectativasNo cenário interno, a expectativa fica por conta do leilão de privatização do Banespa, que está marcado para segunda-feira, dia 20. Hoje será realizada a pré-qualificação dos candidatos à compra. A previsão da maioria dos analistas é que o banco seja adquirido por um dos maiores grupos financeiros nacionais. Isso frustra a expectativa de grande entrada de dólares. De qualquer modo, se o governo conseguir vencer a batalha de liminares contra o leilão, espera-se que seja alcançado um ágio significativo, de até 70%.Também na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se nos dias 21 e 22 para reavaliar a taxa básica de juros (Selic). Em função das incertezas no mercado argentino, a alta do preço do petróleo e a pressão de alta sobre o dólar, a expectativa da maioria dos analistas é de manutenção da Selic em 16,5% ao ano.Em relação ao mercado internacional, o fato novo aguardado pelos investidores em relação à Argentina é a divulgação do volume de recursos que deverá ser destinado ao país vizinho. Cogita-se um total de US$ 20 bilhões, o que seria suficiente para que a Argentina honrasse todas as suas dívidas em 2001. Veja logo mais a abertura do mercado de ações no Brasil.

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