Mercado continua apostando em alta da inflação

Mesmo com a notícia da redução do preços dos combustíveis e a queda constante do dólar, o mercado financeiro aumentou, pela terceira semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2003. De acordo com pesquisa que o Banco Central faz semanalmente entre empresas de consultoria e instituições financeiras, a expectativa do mercado para o IPCA deste ano passou de 12,44%, na última sondagem, para 12,47%.A alta se deve ao crescimento do IPCA previsto para abril, que subiu de 0,90% para 0,97%. O índice deste mês não será influenciado pela queda dos combustíveis. Mas, segundo a pesquisa, que foi concluída na sexta-feira, quando a informação de redução nos preços já era conhecida, o mercado manteve em 0,60% a previsão do IPCA de maio.A médio prazo a expectativa é mais otimista. Bancos e consultores reduziram a projeção de inflação para 2004 de 8% para 7,95%. Para os próximos 12 meses, previsão caiu de 9,06%, na semana passada, para 9,03%. Há um mês, o mercado projetava uma taxa de 9,64% para o IPCA dos 12 meses seguintes.As instituições reduziram também a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2003, que caiu de R$ 3,50 para R$ 3,44, e para o fim de 2004, de R$ 3,68 para R$ 3,60. Mesmo assim, elas não mudaram a aposta de que a taxa básica de juros, a Selic, estará em 22% ao ano no final de 2003. A estimativa para a Selic do final de 2004 foi reduzida de 18% para 17,95%.No setor externo, o mercado registrou ligeira piora no superávit esperado para a balança comercial deste ano - de US$ 16,20 bilhões para US$ 16,04 bilhões. A previsão para o déficit em conta corrente (que inclui mercadorias e serviços) passou de US$ 3,70 bilhões para US$ 4 bilhões.A pesquisa registra uma projeção de US$ 12 bilhões para os investimenrtos estrangeiros diretos, a mesma do levantamento anterior. O mercado também reajustou as previsões para 2004 do saldo da balança comercial (de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,38 bilhões) e do déficit em transações correntes (de US$ 4,5 bilhões para US$ 4,8 bilhões), mas manteve em US$ 15 bilhões a projeção para a entrada de investimentos diretos.

Agencia Estado,

28 de abril de 2003 | 16h31

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