Mercado continua atento ao petróleo

O mercado financeiro deve ser influenciado hoje pelo resultado da reunião dos 11 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizada ontem em Viena. A decisão foi de aumentar a produção diária em 800 mil barris. O mercado esperava uma elevação de 1 milhão de barris e, segundo operadores, é bem possível que o preço do petróleo não recue. Na semana passada, o preço chegou a US$ 35 - maior cotação desde a Guerra do Golfo, em 1990. No início do dia, de acordo com a apuração da editora Patricia Lara, o petróleo tipo Brent para entrega em outubro caía US$ 0,36, para US$ 32,42 o barril. No mercado norte-americano, os contratos com petróleo leve WTI, com vencimento em outubro, eram negociados a US$ 33,75 o barril, em alta de US$ 0,12 em relação a sexta-feira. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a expectativa é que o mercado interno seja influenciado, principalmente, pelo comportamento das bolsas norte-americanas. Isso porque a decisão da Opep deve ter uma repercussão ainda maior nos Estados Unidos e pode mexer com o mercado brasileiro também. A alta do petróleo é um fator de preocupação para a economia norte-americana, já que pode provocar a alta no preço do combustíveis, afetando os índices de inflação. Hoje, a Bovespa abriu em alta de 0,06% e há pouco operava com queda de 0,63%. A Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet nos Estados Unidos - registra queda de 1,09% e o índice Dow Jones - que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - está em alta de 0,01%. A cotação do dólar também deve ser influenciada pela forma como o mercado vai receber o resultado da reunião da Opep. No início da manhã, a moeda norte-americana era vendida a R$ 1,8200 - uma queda de 0,05% em relação aos últimos negócios de sexta-feira.Números de inflação serão divulgados nessa semanaA semana será marcada pela divulgação de vários índices de inflação. O mercado financeiro continua atento. Hoje, no final da tarde, será divulgada a primeira prévia de setembro do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No final da semana passada, o Banco Central (BC) divulgou uma pesquisa com a expectativa do mercado para o resultado da prévia. A estimativa da maioria dos operadores é que o resultado fique em 0,60%. Amanhã será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de agosto. O mercado financeiro espera um resultado entre 1,20% e 1,40%. Esse Índice é um dos mais aguardados pelos investidores, pois é usado como parâmetro para as metas de inflação do governo. Outro Índice sai na quinta-feira. Trata-se da primeira prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela FGV.Mesmos que os índices de inflação confirmem o recuo das taxas, a maioria dos analistas acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa básica de juros - Selic - estável em 16,5% ao ano na próxima reunião do Comitê, que está marcada para os dias 19 e 20 de setembro. Na opinião dos analistas, o Copom deve decidir novamente pela cautela e deverá adiar novamente a queda de juros. Veja na seqüência mais informações sobre o resultado da reunião da Opep.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.