Mercado continua demonstrando insegurança

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia registrando leve alta de 0,07%. O volume de negócios foi de R$ 1,060 bilhão. A boa notícia da inflação ao consumidor nos EUA, que ficou em 0,1% em maio, não foi suficiente para levantar o ânimo dos investidores. Nos Estados Unidos, a Nasdaq - bolsa que negocia as ações de empresas do setor de tecnologia - registrou queda de 1,39%, quase a mínima do dia, que foi queda de 1,40%. O índice Dow Jones - que mede a valorização das empresas da Bolsa de Nova Iorque - encerrou os negócios com alta de 0,62%.O cenário externo apresentou fatores de insegurança. De acordo com o editor Francisco Carlos de Assis, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, divulgado hoje, ficou menor que o esperado, o que é positivo porque reafirma a tendência de desaceleração suave, que já vinha sendo apontada por outros dados. Porém, o "livro bege" - relatório sobre a situação econômica norte-americana - revelou que o crescimento da economia dos Estados Unidos continuou vigoroso nos meses de abril e maio, o que preocupa. Outro fator de incerteza para o mercado continua sendo o petróleo. O produto chegou a ensaiar baixa hoje de manhã, mas fechou o dia em alta. Os contratos de petróleo para julho fecharam a US$ 32,85 o barril. Ontem, o mesmo papel era vendido a US$ 32,56 na New York Mercantile Exchange - bolsa que negocia contratos futuros do óleo. A expectativa é que o preço continue oscilando pelo menos até a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), marcada para o dia 21. Mercado de dólar e juros ficam mais positivos O mercado de juros foi o que absorveu de maneira mais otimista os números da economia norte-americana. O swap prefixado de um ano fechou pagando juros de 19,97% ao ano para uma base de 252 dias úteis. Ontem, título com a mesma base de comparação, pagou 20,02% ao ano. De acordo com a apuração da editora Márcia Pinheiro, ainda que prevaleça o otimismo, o mercado descarta a hipótese de queda da taxa básica de juros - Selic - na próxima terça-feira. Mas existe algum consenso de que o Copom decidirá pelo viés de baixa, sinalizando uma queda futura dos juros. Os últimos negócios com o dólar fecharam praticamente estáveis hoje, com ligeira baixa de 0,06% em relação ao dia anterior, sendo cotado a R$ 1,8110 na ponta de venda. De acordo com operadores, o mercado de câmbio foi pouco influenciado pelo noticiário externo ao mesmo tempo em que o fluxo cambial - entradas e saídas de dólares - apresentou pequenas oscilações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.