Mercado continua nervoso e dólar vai a R$ 3,30

Hoje o dólar voltou a disparar, fechando na cotação máxima histórica de R$ 3,30. O governo manteve a política de intervenções no câmbio e mandou equipe ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para negociar um acordo. Mas a fonte dos problemas é a sucessão presidencial, e os investidores continuam muito nervosos. Assim, nada serviu de consolo para o mercado de câmbio.O dólar comercial foi vendido a R$ 3,3000 nos últimos negócios do dia, em alta de 3,45% em relação às últimas operações de ontem, batendo novo recorde neste nono dia de altas consecutivas. A cotação mínima do dia foi de R$ 3,2150. Com o resultado dessa terça-feira, o dólar acumula uma alta de 42,49% no ano e 17,02% em julho.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 27,070% ao ano, frente a 25,900% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 30,100% ao ano, frente a 30,000% ao ano negociados ontem.A Casa Branca tentou consertar o estrago das declarações do secretário de Tesouro (equivalente a ministro da Fazenda), Paul O´Neill, que declarou que Brasil, Uruguai e Argentina são países amigos, mas que precisa ter certeza de que os recursos adicionais que lhes venham a ser concedidos não vão parar em contas na Suíça. O governo norte-americano reiterou o apoio ao Brasil e a confiança na equipe econômica, mas não adiantou.De qualquer forma, o governo brasileiro já havia enviado equipe negociadora para tentar fechar um acordo com o FMI para o período de fim de mandato do atual presidente da República e, no máximo, primeiros meses do ano que vem. Mas a recusa dos candidatos à Presidência em firmar compromissos mínimos e ratificar o acordo dificulta as negociações.Aliás, o principal temor dos investidores, que é a raiz da crise cambial, são as desconfianças em relação aos candidatos que lideram a disputa, Luis Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (Frente Trabalhista). Enquanto Serra cai nas pesquisas de intenção de votos, o mercado desespera e o câmbio sofre. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não acompanhou o pessimismo dos demais mercado e acompanhou Nova York, fechando em alta de 1,09% em 9341 pontos e volume de negócios fraco, de R$ 829 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 31,20% em 2002 e 16,14% em julho. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, 18 apresentaram altas. O principal destaque foram os papéis da AES Tietê PN (preferenciais, sem direito a voto), com valorização de 18,18%. Siderúrgica Tubarão ON (ordinárias, com direito a voto) foi a maior queda, com 8,94%. Mercados internacionais Em Nova York, o clima foi de alívio e recuperação. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,37% (a 8680,0 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caiu 0,67% (a 1344,19 pontos). Às 18h, o euro era negociado a US$ 0,9823; uma alta de 0,07%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 0,86% (358,89 pontos). Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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