Mercado crê mais no Brasil do que nos EUA, diz El-Erian

Os problemas que os mercados financeiros vêm sofrendo não são sinais aleatórios, mas indicações de um mar de mudanças que os investidores devem prestar atenção. A avaliação é de Mohamed El-Erian, co-executivo-chefe de investimentos da Pimco, uma das maiores gestoras de fundos do mundo. Segundo El-Erian, o mercado de amanhã reflete uma mudança global com a riqueza sendo redistribuída dos Estados Unidos para o restante do mundo. "O mundo deixou de ter os EUA como principal motor de crescimento para ter muitos pequenos motores que ainda estão amadurecendo, chamados de mercados emergentes."A mudança está levando os mercados a acreditar que o Brasil e o México representam investimentos mais seguros que companhias dos EUA, como Goldman Sachs e Citigroup, afirmou. "Parte do novo mundo para os investidores americanos é mais exposição internacional", disse o executivo.Os investidores estão ganhando com essa exposição tanto por meios diretos quanto indiretos, acrescentou. "Os investidores também têm de considerar diversificar a proteção contra a inflação nesses dias, até mesmo mais do que eles precisavam em anos anteriores." Navegando nesse ambiente de mudança, os investidores precisam ter total clareza sobre o que vão fazer e o montante de risco na carteira que podem tolerar, disse. "Estamos em uma jornada acidentada para um novo destino e esses solavancos são como uma bolsa de baixa pressão, difíceis de se prever", disse. Ele também defendeu uma "paranóia construtiva" do investidor, que deve levar em consideração em seu cenário tudo o que pode dar errado.

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