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Mercado de ações considera que apagão é problema isolado

Ações das companhias de energia mantêm desempenho positivo; analistas não creem em dificuldades estruturais

Kelly Lima, da Agência Estado,

11 de novembro de 2009 | 16h24

O apagão que atingiu parte do Brasil na noite de terça-feira, 10, passou incólume pelo mercado durante todo o dia de quarta-feira, sem qualquer efeito para as companhias de energia elétrica com papéis negociados na Bolsa de Valores de São Paulo. Pelo menos quatro analistas financeiros consultados pela Agência Estado, argumentaram que o mercado viu o apagão como um problema isolado e nada relacionado a dificuldades estruturais, como o ocorrido em 1999. "São duas situações completamente distintas", disse um analista de instituição financeira de São Paulo.

 

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Ele destacou que o mercado em geral não viu motivos para fazer alarde sobre o ocorrido, já que "qualquer sistema como o do Brasil é passível de ter problemas como este". "As pessoas estão agora forçando a barra tentando imaginar como seria na Copa ou na Olimpíada, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra", disse, lembrando que ao contrário da época do apagão ocorrido em 1999, atualmente há investimentos em infraestrutura que cada vez mais diminuem os gargalos do setor elétrico, fazendo com que o risco de falta de energia caia também.

 

Para a analista Rosângela Ribeiro, da SLW, a ocorrência do apagão pode até trazer um lado positivo para o setor elétrico, que é de chamar a atenção dos agentes - em especial do governo federal - para problemas de crédito ou mesmo outras pendências que o setor tem hoje, como a renovação das concessões. "Diante do fato ocorrido, acaba tendo um holofote em cima do setor. E isso pode trazer benefícios e evitar que daqui a pouco sejam detectados problemas estruturais. Ou seja, pode acelerar investimentos que talvez estivessem caminhando lentamente", comentou.

 

Já um terceiro analista, de instituição financeira do Rio, destacou que há uma diferença radical entre o apagão ocorrido ontem e o de 1999, que faz com que o mercado reaja com tamanha tranquilidade: hoje há sobra de energia. "Temos uma sobra em torno de 4 mil MW pelos próximos três anos. Isso faz toda a diferença para aquela época".

 

Por volta das 16h, entre as empresas de energia com ações negociadas na Bolsa, Cemig PN avançava 0,74%, Cesp PNB subia 1,81% e Cteep registrava alta de 0,02%, enquanto Eletrobrás PNB recuava 0,32% e seus papéis ON cediam 1,29%, Eletropaulo PN registrava queda de 0,90%, Light ON cedia 0,12%. No mesmo horário, a Bovespa valorizava-se 0,17%, aos 66.419 pontos.

 

Europa fecha em alta

 

As ações europeias fecharam no maior nível em três semanas nesta quarta-feira, impulsionadas por empresas do setor financeiro e mineradoras, à medida que o apetite por ativos de risco, como ações, cresceu após a divulgação de dados macroeconômicos positivos da China. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos principais papéis do continente, terminou em alta de 0,31%, a 1.013 pontos, maior patamar de encerramento desde 22 de outubro.

Nos mercados de câmbio, o euro chegou a alcançar US$ 1,5051 mais cedo, ficando a uma pequena distância da máxima do ano, de US$ 1,5064. Contudo, depois disso, o dólar se recuperou com os investidores decidindo realizar os acentuados ganhos obtidos durante a noite. Isso derrubou o euro novamente para abaixo de US$ 1,50.

 

Em Londres, o índice FT-100 subiu 36,20 pontos (0,69%) e fechou com 5.266,75 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 28,80 pontos (0,76%) e fechou com 3.814,39 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 55,15 pontos (0,98%) e fechou com 5.668,35 pontos.

 

(com Suzi Katzumata, da Agência Estado, e Reuters)

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