Mercado de água pode ajudar a combater desperdício--Moody's

Um mercado de água pode ajudar apromover o uso eficiente desse recurso natural, no momento emque o forte crescimento da demanda em economias emergentespressiona a oferta, disse em uma nota a agência Moody's em seuwebsite Economy.com. A economista da Moody's Christine Li disse que o consumomundial de água pode dobrar nos próximos 20 anos, com ocrescimento da demanda na Ásia e no Leste Europeu. E que ademanda mundial em 2025 pode exceder o volume disponível em 56por cento. "O mercado de água pode ajudar a alocar o recurso de formamais eficiente. Esse negócio foi introduzido na Austrália há 25anos, para o setor agrícola", disse Li. "De maneira similar ao mercado de carbono, os produtorespodem comprar e vender direitos de uso de água ou uma provisãoanual, levando em conta os custos de oportunidade e usosalternativos." Li disse que o racionamento na Austrália reduziu a sangrianos estoques de água fresca. O Birô Australiano de Economia Agrícola e Recursos estimouque o uso mais amplo do mercado de água pode aumentar ofaturamento do setor agrícola em 48 milhões de dólares por anona bacia Murray-Darling. "Mesmo assim, apesar dos benefícios que o comércio de águapode trazer, seu uso proliferado pode criar novos problemas, equalquer sistema comercial vai requerer uma regulamentaçãocuidadosa para equilibrar as necessidades dos vários grupos comeficiência e justiça." O uso ineficiente da água tem levado ao desperdício. "Uma característica básica da água é que é difícildeterminar direitos de propriedade sobre ela." Cerca de 70 por cento do uso global da água é destinado àagricultura. "A irrigação antiquada e métodos agrícolas ineficientes emmuitas regiões em desenvolvimento têm criado escassez de água",disse Li. E a água potável está se tornando rara. "Os oceanos detêm 97,5 por cento da água da Terra, que nãopode ser consumida sem dessalinização", disse Li. "Dos 2,5 por cento de água doce, 80 por cento estãocongelados no gelo polar e nas geleiras." A dessalinização é custosa e requer muita energia, além deequipamentos caros para realizar a tarefa. "Mesmo assim, com a água potável se tornando escassa, isso(dessalinização) pode se tornar mais comum", afirmou. (Por Pratima Desai)

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