Mercado de câmbio registra saldo positivo de US$1,3 bi no mês

O mercado de câmbio registrou em fevereiro uma entrada de recursos externos de US$ 1,313 bilhão superior ao das saídas, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Apesar de positivo, o saldo ficou abaixo dos US$ 3,368 bilhões de janeiro. A queda ocorreu em um mês marcado pela crise política provocada pelas denúncias contra o ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz. Mas fevereiro também teve menos dias úteis devido ao feriado de carnaval. Com a menor entrada de dólares no País, BC praticamente interrompeu o processo de compra de divisas para recompor as reservas internacionais, iniciado em janeiro. Para não pressionar as cotações, o que poderia ter reflexos de alta na inflação, o BC realizou em fevereiro apenas um leilão de compra de moeda estrangeira. No segmento de câmbio comercial, o mercado teve em fevereiro um saldo positivo de US$ 1,719 bilhão, o menor valor desde os US$ 943 milhões de março de 2003. As contratações de câmbio para exportação caíram de US$ 6,576 bilhões, em janeiro, para US$ 5,963 bilhões, nível mais baixo também desde agosto do ano passado. As contratações de câmbio ligadas a importações, por sua vez, subiram dos US$ 4,055 bilhões de janeiro para US$ 4,244 bilhões, atingindo o maior valor mensal desde o início do governo Lula. Operações financeiras No campo das operações financeiras, depois do superávit de US$ 975 milhões de janeiro, as saídas de recursos voltaram a superar os ingressos, como ocorre tradicionalmente, desta vez em US$ 563 milhões. O BC contabilizou entradas de US$ 5,736 bilhões, menor valor desde outubro, e um fluxo de saída de US$ 6,229 bilhões. Como as remessas ficaram bem abaixo dos US$ 6,853 bilhões de janeiro, o resultado negativo de fevereiro pode ser atribuído à queda no volume de ingressos. O movimento apurado nas contas de não residentes (CC5), no entanto, tiveram um saldo positivo de US$ 87 milhões no mês passado, constituindo-se no melhor resultado mensal em todo período do atual governo.

Agencia Estado,

03 Março 2004 | 16h58

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