Mercado de cartões deve crescer 15%, prevê American Express

O presidente da American Express do Brasil, Hélio Magalhães, avaliou hoje que o mercado brasileiro de cartões de crédito deverá movimentar no próximo ano mais de R$ 94 bilhões, um crescimento da ordem de 15% em relação aos R$ 82 bilhões que devem ser faturados até o final de 2003. "O consumo de pessoas físicas em 2003 ficará menor do que em 2002, mas estamos verificando mudanças de hábito no uso dos cartões, com maior penetração na classes C e D, principalmente via bancos de varejo, e também no uso de cartões corporativos", explicou.De acordo com o executivo, apenas 6% do aglomerado de pessoas jurídicas do Brasil utilizam cartões de crédito como sistema de pagamento, mas a tendência é de forte expansão nos próximos anos porque as empresas notaram a melhoria do seu fluxo de caixa com o uso dos cartões. Além disso, ele acredita que o mercado de cartões crescerá em torno de 10% no volume de unidades, hoje situado em 42 milhões de cartões. OtimismoPara Magalhães, outro fator de otimismo para 2004 reside no crescimento da disponibilidade de crédito para tomada de financiamento. Para ele, o grande problema desse segmento está na oferta de empréstimos no País e não na taxa de juros. "Quanto mais empréstimos são colocados menor é o spread da operação. E o spread alto inibe o volume de operações", sustentou. Ao informar que a relação de financiamentos sobre o PIB no Brasil é da ordem de 28%, enquanto em outros países essa relação é muito superior (65% nos Estados Unidos; 86% no Chile; 120% no Japão, 135% na Espanha; 140% na Alemanha), Magalhães argumentou que somente com a ampliação das operações de crédito, o tomador de empréstimos no Brasil terá juros menores. Uso de recursosSobre a educação quanto ao uso do crédito, o presidente da American Express lembrou que o consumidor brasileiro ainda recorre demasiadamente a linhas de curto prazo, alto risco e, portanto, de taxas mais elevada, caso do cheque especial. "Quanto mais aprender a trabalhar com as diferentes linhas, mais condições de empréstimo o consumidor pode ter e pagar tarifas menores", recomendou.

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