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Mercado de crédito recuará 2% em 2016, diz Banco Central

As projeções foram atualizadas nesta quarta-feira, 28, pela autoridade monetária, e representam o pior resultado da série histórica iniciada em 2007

Fabricio de Castro e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2016 | 13h31

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) espera uma queda de 2% no mercado de crédito no país neste ano, pior resultado e o primeiro no vermelho na série histórica iniciada em 2007, ante expectativa anterior de crescimento de 1%. As projeções foram alteradas nesta quarta-feira, 28, pela autoridade monetária. 

O BC agora vê o crédito direcionado subindo 1%, contra um crescimento de 3% projetado na revisão de junho. Para o crédito livre, a expectativa é de contração de 5%, contra declínio de 1% anteriormente.

A recessão, o aumento dos juros e a queda da confiança desidrataram o mercado de crédito brasileiro. Segundo a autoridade monetária, o estoque de crédito às famílias e empresas somou R$ 3,115 trilhões em agosto, valor 0,6% menor que o registrado um ano antes. 

Desde o início da série histórica de 2007, o estoque de crédito sempre cresceu em termos nominais. Em pleno estouro da crise internacional em outubro de 2008, o estoque de financiamentos chegou a crescer com ritmo anual de 34,2% naquele mês. Em 2009, a média do crescimento anual da carteira ficou em 20,9%. Em 2010, o ritmo diminuiu um pouco para 18,7%.

Já as projeções para a oferta de crédito por instituições privadas nacionais este ano passou de retração de 4% para elevação de 2% (queda de 0,5% em 2015). Esta mudança, segundo o diretor do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, foi influenciada pela compra, no Brasil, do HSBC (uma instituição estrangeira) pelo Bradesco (um banco nacional). A operação aumentou a carteira de crédito ligado a instituições privadas nacionais como um todo. 

Também em função da operação do Bradesco com o HSBC, a projeção do Banco Central para a oferta de crédito por instituições financeiras estrangeiras em 2016 passou de alta de 1% para recuo de 16%.         

Maciel informou ainda que, caso a compra do HSBC pelo Bradesco não tivesse sido fechada, a projeção de oferta de crédito pelos bancos privados nacionais este ano passaria de -4% para -3%. No caso dos estrangeiros, iria de +1% para -4%. /COM REUTERS

 

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