Mercado de GLP crescerá menos em 2013, prevê sindicato

O mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP) terá um crescimento baixo este ano no Brasil, entre 1,5% e 1,7%, segundo estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). Esse segmento ainda representa boa parte do faturamento da Copagaz e de seus principais concorrentes. A companhia presidida por Ueze Zahran registrou receita de R$ 1,26 bilhão em 2012, um crescimento de apenas 2%.

MÔNICA SCARAMUZZO, Agencia Estado

25 de novembro de 2013 | 08h48

Segundo Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, a perspectiva para o setor em 2014 também não é nada alentadora. "Será um crescimento entre 2,2% e 2,4%." No ano passado, o consumo de GLP no País ficou em 7,135 milhões de toneladas, de acordo com levantamento do sindicato. O mercado nacional de gás de cozinha apresentou queda significativa em 2001, com a entrada do gás natural no País. Segundo o Sindigás, o quadro tem se revertido e, no ano passado, o setor bateu recorde de volume vendido.

De acordo com Mello, as margens das indústrias do setor seguem apertadas, como reflexo dos altos custos logísticos, para a distribuição do produto. "Outro motivo é o fato de que há quase 11 anos os preços do gás de cozinha de 13 quilos não sobem", afirmou.

Em busca de maior rentabilidade e mercado, as indústrias do setor estudam outras opções para expandir os negócios, como a entrada no setor de cogeração de pequeno porte, e o uso de GLP como alternativa à energia elétrica.

Um estudo com base em eficiência energética em edificações, encomendado pelo sindicato ao Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), aponta que é muito mais econômico aquecer o mesmo volume de água a uma mesma temperatura com GLP do que com energia elétrica. Em áreas construídas (retrofit), a economia chega a 30% e até a 50% em novas construções, desde que projetadas com tecnologias eficientes.

O relatório mostra que a utilização do GLP permite uma redução da curva de carga diária de consumo de eletricidade, aliviando a demanda do sistema em horários de pico. Nas residências, por exemplo, a troca de 5% dos chuveiros elétricos por aquecedores a gás traria uma economia equivalente a 40% da energia gerada pela usina Itaipu.

As indústrias pretendem intensificar o uso do GLP como alternativa à energia elétrica, mas sabem das barreiras que vão encontrar, segundo Mello. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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