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Mercado de imóveis dá sinais positivos

Investir em Fundos Imobiliários (FII) é uma alternativa para quem tem um pouco mais de apetite a risco

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2019 | 05h00

O mercado imobiliário está crescendo? Vale a pena investir em fundos imobiliários?

Investir em Fundos Imobiliários (FII) é uma alternativa para quem tem um pouco mais de apetite a risco. Pelo lado do mercado, há sinais positivos. O setor imobiliário tem crescido. Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o mês de junho de 2019 teve recorde, com mais de 6 mil unidades vendidas na capital paulista, crescimento de 176% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, entre julho de 2018 e junho de 2019, foram vendidas quase 37 mil unidades, alta de 32% em relação ao período anterior.

Outra mostra de evolução do mercado é o Imob (índice imobiliário da B3, a Bolsa de São Paulo), que conta com 13 empresas do setor: em 2019, o crescimento foi de 31%, anteve avanço de 13% do Ibovespa. Em relação aos FIIs devemos verificar o Índice de Fundos Imobiliários da B3 (Ifix). Entre abril de 2016 e abril de 2019, o indicador cresceu mais de 67% e no acumulado de 2019 a alta está em 13,61%.

O fato é que queda de juros combina com alta do setor imobiliário. No entanto, o investidor tem de lembrar que investir em FII significa estar investindo em renda variável, o que sempre tem risco. No entanto, investir em fundos pode ser mais vantajoso do que investir diretamente em imóveis. Vale destacar que o investimento inicial pode ser baixo; é possível participar de grandes empreendimentos do setor, como shoppings; há isenção do IR para pessoas físicas; a possibilidade de ter renda periódica; tem proteção contra inflação, porque os aluguéis são indexados; e gestão profissional.

Com as notícias de recessão econômica mundial, não é hora de aplicar no dólar? 

Câmbio é um investimento de alto risco. Não é para todos os perfis de investidores. Em períodos de crise na economia, alocar recursos em dólar pode ser uma boa opção para buscar proteção (hedge) de patrimônio, mas isso particularmente para aqueles expostos à moeda. Por exemplo, uma empresa que emitiu títulos no exterior e vai ter de pagar em dólares fica exposta a alto risco de não ter como honrar os compromissos; nesse caso, ela pode optar por comprar dólares ou realizar operação com derivativos para se proteger do risco cambial.

Por outro lado, investir em dólares para diversificar sua carteira é uma boa opção, desde que isso seja feito dentro de uma estratégia de investimentos. Há algumas formas de investir em moeda, como comprar papel-moeda à vista, fundos cambiais, comprar ações de empresas exportadoras, comprar minicontratos futuros na Bolsa (dólar e euro) e ainda o Forex (Foreign Exchange Market). Comprar moeda, investir em fundos ou comprar ações têm risco alto, mas são operações de maior facilidade de entendimento. Investir em contratos futuros ou Forex, porém, demanda conhecimento bastante razoável de finanças.

Minicontratos de dólar ou euro são acordos de compra ou venda da moeda com vencimento no futuro, mas preço estabelecido previamente. O tamanho do minicontrato é de US$ 10 mil; assim, um contrato com dólar a R$ 4, teria o valor de referência de R$ 40 mil, mas você entra no negócio apenas com uma margem desse valor. Caso o dólar suba para R$ 4,20, o ganho será de R$ 2 mil, mas deve se considerar que há custos e Imposto de Renda de 15% sobre o ganho líquido. Por seu lado, no Forex, é possível fazer a compra de uma moeda e venda de outra, simultaneamente – embora não seja proibido, não há nenhuma instituição autorizada a operar nesse mercado no Brasil.

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