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Mercado de imóveis respirou melhor em março

A recuperação, entretanto, não é generalizada e a demanda só é forte nos segmentos de imóveis de menor valor, de até R$ 240 mil

O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2017 | 03h00

A melhora da economia brasileira registrada nos indicadores do primeiro trimestre do Banco Central (IBC-Br) e da Fundação Getúlio Vargas – que sugerem que a recessão está acabando – foi perceptível nos lançamentos e vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo, segundo o relatório mensal do sindicato da habitação (Secovi-SP), distribuído há dias. Não apenas o número de lançamentos e o valor das vendas cresceram entre fevereiro e março e entre os meses de março de 2016 e de 2017. Antes da eclosão da atual crise política, o presidente da entidade, Flavio Amary, avaliava que “o País está voltando para os trilhos e o mercado imobiliário é o termômetro disso”.

Entre março de 2016 e março de 2017 o número de imóveis novos comercializados passou de 1.070 para 1.233 (+15,2%) e o número de unidades lançadas evoluiu de 565 para 1.555 (+175,2%). Os números de janeiro e fevereiro deste ano foram muito menores, mas os dados de março foram recebidos com alívio.

A recuperação do mercado imobiliário não é generalizada (os indicadores da Região Metropolitana de São Paulo foram muito fracos) e a demanda só é forte nos segmentos de imóveis de menor valor, de até R$ 240 mil, ou no segmento de unidades de valor superior a R$ 750 mil.

Além disso, não só os preços pedidos por metro quadrado na cidade de São Paulo continuam muito elevados, como admitiu o vice-presidente do Secovi-SP, Emilio Kallas, na Coluna Secovi publicada no Estado, como eles estão em alta. Prova disso é que entre os primeiros trimestres de 2016 e 2017, o valor global de vendas (VGV) registrou aumento nominal de 8%, enquanto o número de unidades comercializadas caiu 7,1%.

Melhor é afirmar, por enquanto, que, embora uma recuperação pareça estar se esboçando, a retomada não pode ainda ser considerada sustentável. Os demonstrativos financeiros das grandes construtoras foram bastante negativos no primeiro trimestre, algumas companhias de primeira linha são obrigadas a se desfazer de lotes (que equivalem à matéria-prima de que dependerão, no futuro, para fazer novos lançamentos) e o desemprego no setor ainda é expressivo. Em abril, segundo o Ministério do Trabalho, foram cortadas 1.760 vagas na construção civil, em contraste com o aumento das contratações na indústria de transformação.

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