Mercado de juros encerra fase de ajustes

O ajuste das taxas de juro futuras promovido nos últimos dias parece ter sido suficiente para adequar os prêmios dos contratos ao noticiário internacional e político, que inspirou maior cautela nos negócios. Agora, dizem os operadores, há espaço até para algum recuo das taxas, chamado pelos profissionais de "ajuste técnico". "O mercado vinha otimista demais, praticamente sem prêmio, mas agora está em um nível adequado diante do cenário", diz um profissional, referindo-se aos temores em relação ao rumo da economia norte-americana e ao desenrolar das negociações sobre a sucessão da presidência da Câmara e do Senado. As duas questões deixaram o mercado bastante cauteloso nos últimos dias. Mas a avaliação é de que, por ora, não há razão para que o Copom não realize o corte da Selic na próxima reunião em pelo menos 0,25 ponto percentual - expectativa que endossa o atual nível dos juros futuros. Operadores ressaltam, no entanto, que o mercado continua bastante sensível a eventuais más notícias. O comportamento do dólar, que vem pressionado por conta de fluxo negativo, é considerado hoje a principal fonte de pressão sobre os juros. Por ora, a expectativa é de que a moeda norte-americana mantenha-se perto do nível do fechamento ou em ligeira baixa (há pouco, a ponta de venda do comercial estava cotada em R$ 2,00). Se o clima no câmbio esquentar, no entanto, certamente influenciará os juros futuros.

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