Mercado de juros opera com cautela e oscila pouco

A cautela chegou às mesas de operações dos bancos. Apesar de esperada, a postura agressiva do Federal Reserve, que cortou um ponto porcentual na taxa de juros dos EUA em menos de um mês, trouxe algum temor aos analistas. Eles avaliam que o desaquecimento da economia norte-americana pode ser mais intensa do que o desejável para o Brasil. E isso poderia afetar o fluxo de recursos para o País, no médio prazo. O resultado, nesta manhã, é que a unanimidade na perspectiva de queda da Selic na próxima reunião do Copom marcada para 14 de fevereiro, começa a ser abalada. Hoje, alguns operadores já falam na possibilidade de o juro permanecer estável em 15,25%, na reunião deste mês. Como mostram hoje os negócios, o mercado acredita que o corte, desta vez, será de somente 0,25 ponto porcentual e não mais de 0,75 ou 0,5 ponto porcentual como ocorreu nos dois últimos encontros do Copom, em dezembro e janeiro. Com isso, a taxa de juros do contrato futuro de julho saiu de 15,00% ontem, para 15,01% hoje. No contrato de outubro, que passou a concentrar maior liquidez desde ontem, a taxa projetada subiu de 15,16% para 15,22%.

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