Mercado de locações telefônicas diminui

O mercado de locação de linhas telefônicas está desaparecendo na capital. Das nove empresas do mercado paralelo que antes trabalhavam nos segmentos de compra e venda e de aluguel, apenas cinco atuam agora com compra e venda. A procura por aluguel vem caindo desde a privatização do sistema de telecomunicações, em 1998. A Telefônica e a Vésper estão cobrindo a demanda reprimida que, em 1998, era formada por 3 milhões de interessados no Estado de São Paulo. Até abril, a Telefônica promete acabar com a fila ainda existente, o que terminará de vez com o mercado de locação. O preço da linha da Telefônica é R$ 76,62 e há áreas na capital onde a empresa instala a linha no prazo de até 15 dias após a solicitação. São elas: Berrini, Campo Grande, Carandiru, Chácara Santo Antônio, Conceição, Jardim Celeste, João Dias, Moema, Penha de França, Real Parque, Santo Amaro e Vila Guilherme. A Vésper, que quer entregar 300 mil linhas residenciais até o fim do ano, pede cinco dias úteis para instalá-las e cobra R$ 99,00, divididos em três vezes. Em locais onde a Telefônica não tem linha para entrega em curto prazo ainda existe o mercado paralelo e o preço chega a R$ 900,00. A locação custa em média R$ 87,00. Segundo o diretor-presidente da Bolsa de Telefone, Edmon Rubies, quem ainda aluga são pessoas e empresas que esperam por uma linha. Ele acredita que em oito meses esse mercado desapareça. O gerente da Jotelecom, Eduardo Cera, concorda com Rubies e diz que, há dois anos, a empresa não trabalha com locação. Companhias como Jotelecom, Bolsa de Telefone e outras estão em fase de adaptação a novos segmentos para não se extinguirem.

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