Mercado de música digital cresce 25%

Indústria diz, porém, que downloads ilegais ainda são 95% do total

Gustavo Uribe, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

O número de músicas compradas via internet apresentou em 2008 um crescimento de 25% ante 2007, indicou hoje o relatório anual de Música Digital divulgado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Só no ano passado, foram feitos downloads de 1,4 bilhão de singles (músicas separadas do álbum), representando um aumento de 350 milhões de hits baixados. Em consequência, o mercado digital de singles subiu de US$ 2,9 bilhões em 2007 para US$ 3,7 bilhões. Em contrapartida, o número de downloads ilegais, que não remuneram cantores ou gravadoras, ainda representa 95% dos singles baixados - não foi divulgado o porcentual de 2007. Entre as músicas mais baixadas no ano passado, a primeira do ranking foi Lollipop, da cantora Lil Wayne, com 9,1 milhões de cópias compradas, 1,8 milhão a mais do que a mais baixada em 2007, Girlfriend, da cantora Avril Lavigne. Só em 2008, foram feitos downloads informais de 26,6 bilhões de singles, representando um prejuízo de US$ 53,2 bilhões às indústrias fonográficas. Por conta da pirataria digital, o relatório ainda aponta que a receita do mercado musical apresentou queda de 8% em comparação a 2007, um decréscimo de US$ 1,5 bilhão (de US$ 19,5 bilhões para US$ 18 bilhões).Para o presidente da IFPI, John Kennedy, a pirataria é um problema a ser enfrentado e demandará ações "firmes" dos governos. "Os países estão começando a aceitar que, no debate a respeito de ?conteúdo livre?, não agir não é a opção se quisermos um futuro para o conteúdo digital comercial."BRASILO relatório aponta que o Brasil é o País que mais faz downloads de músicas na América Latina, apresentando em 2008 um crescimento de cerca de 10%. Segundo o IFPI, por ser uma das populações que passam mais tempo na web (23 horas e 10 minutos por mês), os brasileiros são consumidores em potencial do mercado musical digital. A Federação prevê que o crescimento do País na área deverá ter altas graduais nos próximos anos.

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