Mercado de NY pressiona dólar no Brasil

A queda das bolsas hoje em Nova York pressionou para cima as taxas de câmbio. O dólar comercial chegou a ser cotado a R$ 2,7160 na ponta de venda dos negócios e, há pouco, era vendido a R$ 2,7140, com alta de 0,74% em relação aos últimos negócios de ontem. As Bolsas norte-americanas não resistiram ao peso dos anúncios de demissões e das previsões de lucro menor feitas esta manhã por grandes empresas, como Boeing e Eastaman Kodak. Para os países emergentes e dependentes de capital externo, como o Brasil, este cenário significa necessariamente a diminuição dos fluxos internacionais de recursos. E isso representa dólar em alta. Mais ainda, sem perspectiva de retrocesso no médio prazo.Há pouco, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em queda de 3,70%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - operava em queda de 5,63%. No Brasil, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define hoje o rumo da taxa básica de juros, Selic, não está gerando qualquer emoção no mercado. Afinal, desde que o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga declarou que "não há folga" para corte de juro, ao mesmo tempo em que sinalizava que não havia sentido para elevação de taxa, sob risco de colocar o país em uma recessão, ficou evidente que a decisão do comitê será de manutenção dos juros em 19% ao ano.Às 15h25, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 23,864% ao ano, frente a 23,540% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava com queda de 0,49%.

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