Peter DaSilva/The New York Times
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coluna

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Mercado de startups avança na UE

Setor é o que mais cria empregos na França e é responsável por 25% do crescimento do Produto Interno Bruto nos últimos anos

Andrei Netto, Correspondente, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2018 | 05h00

PARIS - Uma estação de trens desativada, situada próxima ao Rio Sena, é um dos símbolos da retomada econômica na França e o indício de que algo de novo está ocorrendo na paisagem de negócios da Europa. Criada no ano passado, a Station F se apresenta como o maior câmpus de startups do mundo e, sete meses após seu lançamento, tornou-se local de peregrinação de grandes nomes do universo digital, como Sheryl Sandberg, do Facebook, e de personalidades do mundo político.

Depois de dois anos e meio de construção, incluindo problemas técnicos que atrasaram a entrada em funcionamento, o projeto do bilionário Xavier Niel, proprietário da empresa de telecomunicações Free e acionista do jornal Le Monde, firmou-se no cenário de startups na Europa. O local tornou-se um símbolo de inovação, empreendedorismo e de nova economia, virada desejada pelo presidente da França, Emmanuel Macron. 

Desde sua criação, mais de 4 mil startups do mundo, de mais de 50 países, postularam a locações na estação na esperança de entrarem em uma espiral de crescimento ou de serem observadas por gigantes digitais como Google e Facebook e outros da economia tradicional, como L’Oréal, presentes nos 34 mil metros quadrados da Station F.

Entre os projetos há desde startups comerciais que desejam ser a nova BlaBlaCar – a maior plataforma de caronas do mundo – até iniciativas sociais e políticas. Fundadora da “civic tech” 97, que está entre os projetos escolhidos do Founders Program da Statio F, Margot Duclot planeja desenvolver tecnologia para aprimorar a democracia. 

Em um continente que despertou tarde para a economia digital, há uma corrida para recuperar o atraso. Na França, o crescimento da receita gerada por startups foi de 33% entre 2016 e 2017. Dados de 2015 mostram que o peso da economia digital chega a 5,5% do PIB – ainda é baixo, comparado aos Estados Unidos –, mas já representa 25% do crescimento da economia nacional, segundo a consultoria McKinsey. Outro ponto importante: empresas digitais são responsáveis por entre 20% e 25% da criação de empregos desde 2015, e de 89% dos postos em Contrato de Duração Indeterminada (CDI), contratos mais estáveis e de melhor qualidade.

A ambição francesa é tornar-se polo do desenvolvimento digital na UE. “Quero que façamos da França a líder da revolução digital, financeira e climática”, afirmou recentemente Macron, em discurso a empreendedores.

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