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Mercado de títulos terá fundo de R$ 2 bilhões

O governo vai liberar R$ 2,2 bilhões dos depósitos compulsórios dos bancos retidos no Banco Central para formar um fundo, gerido pelo setor privado, que vai comprar e vender debêntures de longo prazo. O objetivo desse fundo é criar o chamado mercado secundário, permitindo que investidores consigam transformar sua aplicação em dinheiro antes do prazo de vencimento do papel. Com um mercado secundário forte, as aplicações em debêntures terão maior liquidez e, assim, atrairão mais investidores.

LU AIKO OTTA, Agencia Estado

15 de dezembro de 2010 | 23h25

Já temos um mercado de debêntures, mas hoje ele é praticamente exclusivo dos fundos de pensão, que fazem investimento de longo prazo", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O fundo, disse ele, atuará como um "market maker", um "fazedor de mercado".

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá uma atuação forte na formação do mercado secundário, segundo informou o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Ele fará um aporte de R$ 200 milhões no fundo anunciado por Mantega, que terá, assim, um capital inicial de R$ 2,4 bilhões.

Além disso, o próprio BNDES atuará no mercado secundário, comprando e vendendo papéis privados. Vai também emitir debêntures próprias, com o objetivo de induzir uma uniformização dos papéis, o que facilitará a atração de investidores. O banco pretende, por exemplo, estimular que as debêntures tenham o rendimento determinado por formas diferentes da taxa Selic ou taxas utilizadas em investimentos de curto prazo. Coutinho comentou que pretende lançar papéis remunerados por uma taxa trimestral flutuante, que ele chamou de "libor brasileira".

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