Mercado de trabalho dos EUA tem leve melhora em novembro

O mercado de trabalho norte-americano melhorou em novembro, com o número de demissões no setor privado diminuindo novamente e os cortes planejados também desacelerando, segundo relatórios divulgados nesta quarta-feira.

NICK OLIVARI, REUTERS

02 de dezembro de 2009 | 14h00

O governo dos Estados Unidos deve divulgar na sexta-feira dados mais amplos sobre o emprego no país, que também devem mostrar uma queda das demissões, mesmo que o desemprego continue acima de 10 por cento.

O setor privado norte-americano cortou 169 mil empregos em novembro, abaixo dos 195 mil cortes registrados em outubro. As demissões de outubro foram divulgadas inicialmente como 203 mil.

A mediana das previsões de 30 economistas ouvidos pela Reuters apontava corte de 155 mil vagas em novembro no relatório conjunto da ADP Employer Services com a Macroeconomic Advisers LLC.

O número de demissões planejadas em empresas norte-americanas diminuiu em novembro, chegando ao nível mais baixo em quase dois anos. Isso sugere que os cortes de postos de trabalho estão desacelerando, apesar de a geração de empregos ainda parecer distante.

Os empregadores anunciaram 50.349 cortes de empregos planejados, o menor número mensal desde os 44.416 de dezembro de 2007, segundo relatório da Challenger, Gray & Christmas.

"Os empregos civis caíram substancialmente em novembro, embora no menor ritmo em um ano e meio", disse Steven Wood, economista-chefe da Insight Economics, na Califórnia.

"Além disso, o declínio foi bem menor que o número de empregos perdidos em março de 2009, que foi horrível. A maginitude dos cortes tem diminuído progressivamente nos últimos oito meses."

Os cortes de empregos planejados em novembro caíram 72 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado.

Desde 1o de julho, os empregadores têm anunciado uma média de 69.252 cortes de postos de trabalho por mês, enquanto a média mensal de janeiro a junho foi de 149.446.

"Sem qualquer choque inesperado na economia, parece que nós estamos deixando o pior para trás quando se trata de cortes de empregos", disse o presidente-executivo da Challenger, John Challenger.

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