Mercado de trabalho e indústria dos EUA mostram economia firme

Novos pedidos de auxílio-desemprego ficaram perto da mínima em seis anos, enquanto a atividade industrial bateu máxima em cinco meses

Reuters,

22 de agosto de 2013 | 15h56

WASHINGTON - O número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada ficou perto de mínima em seis anos e a atividade industrial dos Estados Unidos atingiu máxima em cinco meses em agosto, sugerindo que a economia está começando a encontrar base mais sólida.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 13 mil na semana passada, para 336 mil, pouco acima do nível esperado por economistas em pesquisa da Reuters, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Apesar do aumento nos pedidos, a média móvel de quatro semanas, que fornece uma melhor leitura das tendências do mercado de trabalho porque reduz a volatilidade, caiu para seu menor nível desde novembro de 2007, ficando em 330.500 e sugerindo que a economia está crescendo o suficiente para alimentar a melhora regular no mercado de trabalho.

"A visão geral é de que os pedidos têm caído no segundo semestre do ano", disse o economista da PNC Financial Services Gus Faucher. "Estamos vendo um crescimento de empregos moderado".

Separadamente, o Markit informou que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar da indústria subiu para 53,9 em agosto, a melhor leitura desde março, ante 53,7 em julho. Leitura acima de 50 indica expansão.

O subíndice que mede a produção geral, entretanto, caiu para 53,4 ante 54,8, nível mais baixo em três meses, sugerindo que o ritmo da expansão econômica dos Estados Unidos em geral permanece "lento de maneira decepcionante", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

As novas encomendas, por sua vez, subiram para 56,5, máxima em sete meses, ante 55,5 em julho, e as empresas admitiram novos funcionários no ritmo mais rápido em quatro meses.

"Esperamos que o crescimento mais rápido de novas encomendas visto durante agosto seja convertido em ganhos de produção cada vez mais fortes nos próximos meses, e também impulsione as contratações", acrescentou ele.

Os dados do auxílio-desempego foram coletados durante a mesma semana em que o Departamento do Trabalho faz pesquisa com empregadores para seu relatório mensal de emprego, e a tendência nos pedidos de auxílio-desemprego indica que as contratações podem acelerar durante agosto.

Em 330.500, a média de quatro semanas ficou cerca de 5% mais baixa do que estava durante a semana da pesquisa do relatório de emprego em julho, quando os empregadores abriram 162 mil vagas.

O Fed está monitorando de perto o mercado de trabalho, à medida que cogita redução do programa de estímulo econômico no qual compra títulos de longo prazo para manter os custos de empréstimo baixos.

Em um terceiro relatório, o Conference Board informou nesta quinta-feira que seu Índice de Indicadores Antecedentes subiu 0,6%, para 96,0 em julho, apontando para melhora no crescimento apesar dos cortes de gastos federais e da demanda global mais fraca que pesaram sobre a economia norte-americana no primeiro semestre do ano.

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