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Mercado de trabalho mudou completamente, diz economista

Para Octavio de Barros, ritmo de geração de novos empregos e novas formas de trabalho não é suficiente para atender à deterioração do mercado

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2016 | 23h56

O economista e diretor do Departamento de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, Octavio de Barros, disse nesta quinta-feira, 13, que há uma franca e irreversível mudança em curso no mercado de trabalho mundial. “São mudanças que, na minha visão, são de difícil reversibilidade”, disse o economista em um seminário em São Paulo.

“Por conta da evolução tecnológica que os modelos de negócio (...), dificilmente teremos a geração de novos empregos e novas formas de trabalho na velocidade requerida para atender à severa deterioração do mercado de trabalho”, disse. Segundo ele, os problemas de desemprego no mundo devem se agravar num intervalo de 20, 30 anos “porque não teremos capacidade de gerar empregos que compensem as perdas provocadas por essa revolução tecnológica”.

Para Barros, o desafio para o Brasil é multiplicado por dez porque o País está atrasado em relação aos imperativos de flexibilidade. “Tudo que é trabalho manual cognitivo tende a desaparecer no mundo do trabalho em todo o planeta. Há estudos da Universidade de Oxford que sugerem que 47% de todos os empregos na economia americana têm potencial de desaparecimento já.” O economista defendeu que os sindicatos brasileiros adotem ações que preservem mais empregos que salários. 

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