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Mercado de trabalho nos EUA decepciona

O crescimento dos empregos criados nos Estados Unidos foi menor que o esperado em agosto e a taxa de desemprego caiu para a mínima em 4 anos e meio à medida que os trabalhadores desistiram de procurar uma colocação. O movimento no mercado de trabalho dificulta a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre reduzir ou não seu programa de estímulo monetário ainda neste mês.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 02h05

Os postos de trabalho fora do setor agrícola aumentaram 169 mil no mês passado, informou o Departamento do Trabalho ontem, somando-se às indicações de que o crescimento econômico do terceiro trimestre pode ter desacelerado um pouco. A taxa de desemprego caiu para 7,3%, menor nível desde dezembro de 2008.

O mercado financeiro dos EUA recebeu o relatório, fraco em geral, como uma indicação de que é menos provável que o Fed faça um anúncio sobre o futuro de seu programa de compra de títulos na próxima reunião. "Até mesmo o Federal Reserve concluiria que a tendência do nível de emprego é de moderação e, por essa razão, eles provavelmente pensarão duas vezes sobre a redução das compras de títulos neste mês", disse o conselheiro sênior Cary Leahey, da Decision Economics em Nova York.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que houvesse aumento de 180 mil empregos no mês passado e que a taxa de desemprego ficasse inalterada em 7,4%. Não só as contratações foram menores que o esperado no mês passado, como a criação de vagas de junho e julho foi revisada para mostrar 74 mil empregos menos do que divulgado anteriormente.

Além disso, a taxa de participação - a porcentagem dos americanos em idade para trabalhar que têm um emprego ou estão procurando por um - caiu para o nível mais baixo desde agosto de 1978.

O relatório de empregos será analisado minuciosamente pelas autoridades do banco central americano na reunião dos dias e 17 e 18. A ampla expectativa vem sendo de que o Fed faça um anúncio sobre o futuro de seu programa de US$ 85 bilhões em compras mensais de títulos nessa reunião. Quando eles iniciaram o programa, estavam diante de uma taxa de desemprego de 8,1%. / REUTERS

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