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Mercado de trabalho nos EUA ganha força com criação de 287 mil vagas em junho

Resultado de junho foi o melhor desde outubro do ano passado e foi favorecido pelo fim de uma greve na operadora de telecomunicações Verizon Communications

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2016 | 11h03

WASHINGTON - As contratações nos EUA ganharam força significativa em junho, sugerindo que o mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a ganhar força após a severa desaceleração vista no mês anterior, apesar da turbulência recente vista nos mercados globais após a vitória do chamado "Brexit" no Reino Unido.

Em junho, os EUA criaram 287 mil empregos, considerando-se ajustes sazonais, superando de longe a previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, de geração de 165 mil postos de trabalho, segundo dado publicados hoje pelo Departamento de Trabalho norte-americano.

O resultado de junho foi o melhor desde outubro do ano passado e foi favorecido pelo fim de uma greve na operadora de telecomunicações Verizon Communications, que havia eliminado cerca de 35 mil empregos em maio.

As revisões mostraram que em abril e maio foram gerados 6 mil empregos a menos do que calculado originalmente. Segundo os números atualizados, os EUA criaram 11 mil vagas em maio, ante 38 mil na estimativa anterior, e 144 mil postos de trabalho em abril, ante 123 mil na estimativa original.

Entre abril e junho, a geração média de empregos por mês foi de 147 mil, ante 196 mil no primeiro trimestre e 229 mil no segundo trimestre de 2015.

O salário médio por hora trabalhada no setor privado aumentou US$ 0,02 em junho ante maio, para US$ 25,61, representando alta de 0,08%. Na comparação anual, o salário avançou 2,6% em maio.

Já a semana de trabalho média ficou inalterada pelo quinto mês consecutivo em junho, em 34,4 horas.

Taxa de desemprego. A taxa de desemprego nos EUA subiu para 4,9% em junho, de 4,7% em maio. O resultado ficou levemente acima da previsão dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que esperavam alta para 4,8%.

Uma medida mais ampla do desemprego - que inclui os norte-americanos com trabalho de período parcial ou desanimados para procurar emprego – recuou levemente para 9,6% em junho, de 9,7% em maio.

Por outro lado, a taxa de participação na força de trabalho dos EUA subiu para 62,7% em junho. A medida havia atingido o piso de 62,4% em setembro – o nível mais baixo desde 1977 – mas vem crescendo conforme mais pessoas começam a entrar na força de trabalho ou se animam para procurar emprego.

 

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