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Mercado de trabalho tem sinais de precarização, diz IBGE

O mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil apresenta sinais de "precarização", segundo avaliação do economista do IBGE, Márcio Ferrari Alves. Hoje, o instituto divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de abril deste ano, que apontou taxa de desemprego de 12,4%. Apesar deste percentual ser maior do que o registrado em março (12,1%) o IBGE classifica a elevação de um mês para o outro como não-significativa e fruto de efeito estatístico. Porém, segundo Ferrari Alves, a idéia de "precarização" persiste, devido à conjunção de vários fatores como elevação de número de pessoal ocupado sem carteira assinada, impulsionando a população ocupada das regiões; e decréscimo da renda do trabalhador nos últimos meses. "O aumento da população ocupada sem carteira está sendo causado pela elevação no número de trabalhadores informais, e por conta própria", disse, explicando que o aumento na população ocupada de empregados com carteira assinada não está se elevando na mesma proporção que os "informais". A população ocupada em abril aumentou 5,4% ante igual mês no ano passado, e elevou-se 0,1% em comparação com março deste ano. O número de empregados sem carteira aumentou 9,1% em abril, em relação a mesmo mês em 2002; e elevou-se 1% ante março deste ano. Os trabalhadores por conta própria, por sua vez, tiveram em abril alta de 7,3% em comparação com abril do ano passado, e elevação de 1,6% ante março de 2003. Em contrapartida, o número de empregados com carteira assinada subiu 3,5% em abril, ante abril de 2002; e caiu 0,7% ante março deste ano.Emprego informal não recuaO aumento no número de trabalhadores sem carteira assinada, que abrange o trabalho informal no País, não dá sinais de recuo, segundo o economista Márcio Ferrari Alves. "Ainda não notamos uma reversão imediata deste quadro. Talvez as próximas pesquisas possam detectar isso. Mas até o momento, não", afirmou. Ele disse ainda que a reversão no aumento da participação dos trabalhadores sem carteira, na população ocupada do País, está condicionada a fatores macroeconômicos, como crescimento da atividade econômica nas seis principais regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) analisadas pela PME.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 13h37

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