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Mercado de veículos deve se normalizar, diz Mantega

Ministro ressalta importância do negócio entre BB e Votorantim para elevar funding de financiamento do setor

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

09 de janeiro de 2009 | 12h40

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu nesta sexta-feira, 9, que as vendas de veículos no Brasil tendem a se normalizar em breve. Ao anunciar a associação do Banco do Brasil com o banco Votorantim, o ministro procurou, a todo momento, ressaltar a importância do negócio para o aumento de funding de financiamento de veículos, principalmente os usados, que foram reduzidos com a crise internacional. Veja também:BB anuncia compra de 49,99% do capital votante do VotorantimDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Ele destacou que os bancos pequenos e médios eram os principais financiadores de veículos usados e que, com a redução do crédito provocada pela crise, esses financiamentos de veículos foram prejudicados. Ele disse que o banco Votorantim tem expertise no financiamento de veículos e que, por meio do BB, haverá uma oferta maior de crédito para os carros usados. Mantega disse que as taxas estão recuando e lembrou que o Ministério da Fazenda já diminuiu o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Segundo ele, um estímulo ao mercado de veículos usados favorece também o mercado de veículos novos. Sobre o fato de o preço dos usados estar muito desvalorizado, desestimulando a troca, ele limitou-se a dizer que "são regras de mercado".  Desempenho A produção de veículos em dezembro caiu 54,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 47,1% na comparação com novembro. Foi o pior desempenho mensal do setor em nove anos. O resultado vai novamente respingar nos dados gerais da produção industrial que será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro, pois o setor tem forte peso no índice. O IBGE já assustou o setor industrial e a equipe econômica do governo ao divulgar, nesta semana, queda de 5,2% na produção industrial em novembro, o maior recuo em 13 anos, como resultado da crise internacional. Apesar do susto, o ano foi recorde para a indústria automobilística em produção e vendas. Diante da queda e da falta de perspectivas de melhora no primeiro trimestre, a indústria cortou 3,2 mil postos de trabalho em dezembro, mês em que foi beneficiada com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As montadoras de veículos demitiram 1,96 mil trabalhadores e as de máquinas agrícolas, mais 1,24 mil. No mês passado foram produzidos 102,1 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus, o menor volume mensal desde dezembro de 1999. A queda é justificada pelas férias coletivas que todas as montadoras deram aos funcionários durante quase todo o mês, após encerrarem novembro com mais de 300 mil carros em estoque, suficientes para 56 dias de vendas. No fim de dezembro, o estoque baixou para 211 mil veículos, equivalente a 36 dias de vendas, ainda considerado elevado ante a média de 27 a 28 dias mantida nos últimos meses. Já as vendas internas reagiram e cresceram 9,4% em relação a novembro, para 194,4 mil unidades, consequência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que baixou os preços dos carros.

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