Mercado define método para operação com título brasileiro

O mercado secundário (entre investidores) da dívida brasileira parece estar próximo de um acordo sobre como negociar os papéis emitidos em reais ontem pelo governo. Nesta manhã, a dificuldade para se estabelecer o câmbio nas operações em reais causou bastante confusão. Segundo fontes, ficou definido que os montantes das operações serão definidos em reais e as cotações em reais e em dólares. Nas cotações em reais, o câmbio é acordado entre as partes no momento da operação. Ou seja, é necessário que se defina uma taxa de câmbio que ambas partes envolvidas na operação considerassem justa. Esta teria sido a dificuldade operacional encontrada pelos participantes hoje, por conta da oscilação da moeda norte-americana em relação à brasileira. Assim, quando emergiu a solução de cotação em dólar, boa parte da liquidez (negócios) migrou de reais para dólares. De acordo com a corretora ICAP/Garban, próximo às 13h50 (horário de Brasília), o global em reais com vencimento em 2016 era cotado em reais a 97,30 do valor de face na compra e 97,50 do valor de face na venda. Em dólares, era cotado em 42,250 na compra e 42,50 na venda. No mesmo horário, o global 40 era cotado em 119,85 cents na compra e 120 cents na venda, abaixo do fechamento a 120,10 cents ontem. O papel operou em 119,85 cents na mínima nesta manhã e em 120,10 cents na máxima.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.