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Mercado deve crescer e GM pode ter lucro em 2004

O ano 2003 deverá ser marcado pela estagnação das vendas de veículos, cenário que tende a melhorar a partir do terceiro trimestre do ano, com a provável queda nas taxas de juros e na inflação. Com isso, 2004 pode trazer a ativação dos negócios no mercado automotivo, inaugurando uma fase de crescimento sustentável nos anos seguintes. A expectativa é do presidente da General Motors do Brasil, Walter Wieland, que está otimista em relação às vendas de veículos no médio e longo prazo. "Acredito que o mercado vai começar a virar a partir do segundo semestre, com a queda da inflação e da Selic (taxa básica de juros)", disse Wieland. Apesar da projeção de uma segunda metade do ano mais animadora, o executivo não acredita que as vendas de veículos cresçam este ano. "Acho que não vai dar tempo de recuperar o mercado perdido no primeiro semestre", sustentou. Com isso, o volume comercializado deve repetir os resultados de 2002, em torno de 1,5 milhão de unidades vendidas no mercado interno. Para Wieland, se a inflação for de fato controlada, o ano de 2004 poderá registrar expansão entre 8% e 10% nas vendas do setor automotivo. Baseada na expectativa de reativação do mercado, a GM aposta num resultado positivo de suas operações no Brasil a partir do próximo ano. "Em 2003, podemos até chegar perto de um empate e, para 2004, já sonhamos com lucro", afirmou o executivo, lembrando que a empresa registrou sucessivos prejuízos no País nos últimos anos. Avaliação da economia brasileiraWieland elogiou as medidas tomadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a inflação e solucionar os problemas econômicos. "Fiquei muito bem impressionado com a atuação do presidente", disse o executivo. Segundo ele, os executivos mundiais da GM, a maior montadora de veículos do mundo, também estão conscientes de que o País passa por um processo de ajustes no curto prazo, necessário para alavancar o crescimento no futuro. Plataforma de exportaçõesA economia brasileira e as perspectivas do mercado automotivo no País serão os principais temas abordados num encontro entre o presidente da subsidiária brasileira e a cúpula do grupo, nos Estados Unidos, no próximo dia 19. Com o aumento das exportações de veículos a partir das fábricas brasileiras, o Brasil é cada vez mais encarado como plataforma mundial de exportações da montadora. "A corporação vê a unidade brasileira e a da Argentina como fábricas muito flexíveis, que podem exportar para outros países do mundo, competindo com outras unidades do grupo", sustentou. Ele lembrou que, recentemente, o México deixou de importar veículos da Alemanha para comprar do Brasil. Hoje, o México é o principal cliente da GM brasileira. As exportações da empresa para o país devem praticamente dobrar em 2003, passando de 40 mil unidades, no ano passado, para cerca de 75 mil unidades dos modelos Corsa, Meriva, Zafira e Astra. "O México agora já passou a ser parte do planejamento da GM brasileira", afirmou Wieland. As exportações totais de veículos prontos, incluindo as remessas para China, Egito, África do Sul, Índia e países da América Latina, devem totalizar entre 110 mil e 120 mil veículos, ante 70 mil unidades exportadas em 2002. Além disso, a GM exporta CKDs (veículos completamente desmontados) para diversos países, e componentes, principalmente para os Estados Unidos.

Agencia Estado,

12 de maio de 2003 | 15h05

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