Mercado devem registrar instabilidade hoje

O dia será de avaliações no mercado financeiro. Na sexta-feira, depois do fechamento dos negócios, o governo argentino anunciou medidas para redução de gastos e cortes em alguns impostos, como forma de dar algum incentivo ao crescimento da economia (veja mais informações no link abaixo). O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiou as medidas adotadas pelo presidente Fernando de la Rúa e os investidores continuam aguardando um possível pacote de ajuda externa.Porém, persiste a incerteza em relação à economia da Argentina e sua capacidade de honrar as dívidas no próximo ano, os negócios ainda podem apresentar instabilidades. O dólar comercial abriu cotado a R$ 1,9530, representando uma alta de 0,15% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A cotação da moeda norte-americana continua subindo e há pouco estava no patamar de R$ 1,9610 - alta de 0,56%.No mercado de juros, as taxas recuaram no final da semana, mas podem voltar a oscilar, caso os investidores não tenham uma boa interpretação das medidas argentinas. No início da manhã., os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 18,600% ao ano, frente a 18,500% ao ano registrados ontem. Atenção aos Estados Unidos e petróleoO resultado das eleições nos Estados Unidos ainda não está definido e isso deixa o mercado inseguro em relação às diretrizes econômicas do novo presidente. Qualquer um deles, Bush ou Al Gore, seria bem recebido pelo mercado financeiro, mas a indefinição é pior.As bolsas norte-americanas têm registrado baixo desempenho e instabilidade em função disso. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta desvencilhar-se desse cenário negativo, mas é prejudicada pela situação argentina e pela alta do preço do petróleo. Na abertura dos negócios, a Bovespa operava em queda de 0,16%.Petróleo: Opep não vai elevar produçãoEm reunião realizada ontem, em Viena, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu não promover um novo aumento na produção. De acordo com apuração da editora Patricia Lara, a Organização descartou a possibilidade de haver uma nova elevação ainda este ano. Uma nova revisão só deverá ocorrer em 17 de janeiro, data do próximo encontro da Opep. No início do dia, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro registram alta de 0,18% em Londres, a US$ 32,20 por barril.

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