Mercado: dia de poucos negócios

O mercado financeiro trabalhou com baixo volume de negócios durante a manhã. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentou apenas R$ 132 milhões até o início da tarde e há pouco operava em queda de 0,73%. O dólar está cotado a R$ 1,8210 na ponta de venda dos negócios. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começaram pagam juros de 16,880% ao ano no início da tarde, frente a 16,950% ao ano pagos no início da manhã. A expectativa do mercado fica por conta da decisão que deve sair da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no próximo domingo. Depois de ultrapassar o patamar de R$ 35 ontem, o petróleo abriu em baixa nesta sexta-feira. Apesar do recuo, ainda há muita dúvida sobre a tendência para os preços do petróleo. Questiona-se, por exemplo, se um aumento de produção de 500 mil a um milhão de barris será suficiente para conter os preços, dado que a pressão sobre o produto seria originada não da oferta, mas da demanda - devido ao aquecimento da economia mundial e à proximidade do inverno no hemisfério Norte.De maneira geral, analistas consideram que, mesmo que o petróleo siga caro, não haverá impacto relevante sobre o cenário doméstico no curto prazo. Isso porque o governo só deverá reajustar os combustíveis neste ano se a meta inflacionária estiver com folga. Ademais, as metas fiscais estão sendo cumpridas com sobras, o que permite ao governo sacrificar um pouco - embora não indefinidamente - a conta petróleo.

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