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Mercado digere embargo europeu e ações de frigoríficos sobem

Ações de JBS e Minerva acumularam ganhos, até terça-feira, de 4,9% e 17,12%, respectivamente

REUTERS

20 de fevereiro de 2008 | 17h38

As ações dos três frigoríficos decarne bovina do Brasil listados na Bovespa, em territóriopositivo no mês de fevereiro, indicam que o mercado já digeriuo embargo europeu ao produto in natura do país e apontam que asperspectivas para as empresas com unidades no exterior sãofavoráveis, disseram analistas. "As pessoas viram que o embargo pode não ser tão ruim",afirmou analista Rafael Cintra, da Link Investimentos, citandoalguns fatores positivos para as empresas. Desde 31 de janeiro, a União Européia, o mercado que pagamelhor pela carne bovina do Brasil, proibiu as importações decarne fresca brasileira, alegando problemas de rastreabilidadedo rebanho. Mesmo assim, as ações de JBS e Minerva acumularam ganhos,até terça-feira, de 4,9 por cento e 17,12 por cento,respectivamente. Os papéis do Marfrig tiveram queda no mesmo período de 0,55por cento, mas operavam em alta de mais de 3 por cento perto dofechamento nesta quarta-feira, mesma tendência verificada nasações de JBS e Minerva, que subiam 6,4 por cento e 2 por cento,respectivamente. Segundo Cintra, o mercado avalia que o Brasil poderáexportar mais carne processada para a União Européia, o queamenizaria as perdas decorrentes do veto ao produto in natura. Além disso, as empresas poderiam embarcar para a UE pormeio de suas unidades no exterior. "O Friboi (JBS) e o Marfrigconseguem exportar, e em função do embargo à carne brasileiraos preços aumentam na Europa." Segundo ele, o JBS está mais diversificado e consegueexportar por meio de suas unidades dos EUA, Austrália eArgentina. Já o Marfrig tem produção no Uruguai. Além disso, ressaltou o analista, a unidade do JBS poderiaganhar mercado nos EUA após um frigorífico norte-americano, oHallmark/Westland, ter anunciado um "recall" voluntário decarne bovina. Segundo o governo norte-americano, a Hallmark violou regrasde abates. "Pior do que está não pode ficar", acrescentou um segundoanalista, que pediu para não ser identificado. "Essa faseemocional com o embargo europeu já passou, já foi absorvidopelo mercado. Estamos agora na fase de construir algo", disseele. Segundo o especialista, após a visita da missão européia aoBrasil, na próxima semana, é provável que sejam definidas as300 fazendas que atendam as exigências da UE derastreabilidade, como os europeus queriam. "A partir dessa lista inicial, o número de propriedades(habilitadas a fornecer gado para a produção de carne paraexportação à UE) cresceria mês a mês." O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou na semanapassada que ficará a cargo dos europeus a escolha das fazendas. (Por Roberto Samora)

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