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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercado diminui pessimismo e mantém cautela

Passado exatamente um mês dos ataques terroristas aos Estados Unidos, os investidores começam a vislumbrar melhor o cenário econômico mundial. Ganha força a percepção de que a política agressiva do Fed, o banco central dos Estados Unidos, de corte das taxas de juro e a injeção de recursos promovida pelo governo George W. Bush na economia - com corte de impostos e ajuda financeira aos setores mais afetados pelos atentados - deverão surtir efeito positivo na atividade econômica. Para o mercado acionário, o anúncio dos primeiros balanços de empresas que estão saindo nos EUA também contribuiu para a melhora do humor dos investidores. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com alta de 1,55%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 3,74%. Essa perspectiva de um cenário mais otimista, no entanto, pode ser ofuscada se a guerra, hoje restrita ao Afeganistão, assumir proporções maiores, se estendendo por outros países. A divulgação amanhã nos EUA do índice de preços ao produtor (PPI), das vendas no varejo em setembro e do índice de confiança do consumidor de meados de outubro da Universidade de Michigan pode mexer com as expectativas do mercado. No Brasil, esse efeito será sentido só na segunda-feira, pois amanhã é feriado nacional. Hoje, às 15h10, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,7850 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,47% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), favorecida pelas bolsas de Nova York, está em alta de 2,27%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,000% ao ano, frente a 23,950% ao ano ontem.Outro fator que deve pesar na abertura dos mercados na segunda-feira é a Argentina, que terá eleições parlamentares no domingo. Os analistas esperam para depois das eleições um swap (troca) da dívida argentina, que pode chegar a US$ 15 bilhões. Mas mesmo uma troca de dívida não seria suficiente para resgatar a confiança dos investidores. Só traria um alento temporário. Uma solução definitiva passa pela alteração no regime cambial, dizem os especialistas.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2001 | 15h16

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