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Mercado diminui projeção para o PIB e prevê inflação em 7,93%

Mesmo com melhora nos números do PIB de 2010 e 2011, analistas preveem retração da economia em 2015; expectativa para a inflação na pesquisa do BC se aproxima dos 8%

O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 09h03

Depois de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ter ficado bastante alto e o de fevereiro, acima das expectativas, a projeção para a  inflação em 2015 está cada vez mais perto dos 8%, segundo analistas consultados pelo Banco Central no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 16. A previsão para o IPCA passou a ser de 7,93%, ante os 7,77% registrados na estimativa da semana anterior. Para 2016, a projeção para o indicador passou de 5,51% para 5,60%.

Mesmo com a melhora nos números da economia após a revisão dos dados de 2010 e 2011 do Produto Interno Bruto (PIB), especialistas preveem retração de 0,78% na atividade econômica este ano, ante os 0,66% divulgados na semana passada. 

Mais uma vez apresentando forte piora, a produção industrial foi o estopim para uma nova correção para baixo das previsões do mercado para o PIB de 2015. Há quatro semanas, a estimativa era de queda de 0,42%. Esta foi a décima primeira revisão seguida para baixo desse indicador.

Para o ano que vem, a estimativa é de expansão de 1,30%, redução de 0,1 ponto porcentual em relação aos 1,40% registrados na semana passada. 

Os economistas, no entanto, não alteraram suas estimativas, para este ano, para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB. A mediana das previsões ficou estável em 38,00% - mesmo porcentual de quatro semanas atrás. No caso de 2016, as expectativas foram reduzidas de 39,15% para 38,90% de uma semana para outra - um mês atrás estava em 38,55%.

Câmbio. A estimativa dos analistas consultados pelo Banco Central é de que o dólar comercial seja negociado a R$ 3,06 no fim do ano. A projeção anterior era de R$ 2,95. Já a previsão para o fim de 2016 passou de R$ 3,00 para R$ 3,11. 

Juros. Para a reunião do mês de abril do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, foi mantida a expectativa de que o colegiado promoverá um novo aumento da taxa básica de juros (Selic), mas desta vez menor do que o ritmo que vinha sendo usado. Pelo boletim, a expectativa é de que o aperto seja de 0,25 ponto porcentual, para 13,00% ao ano.  

Há um mês, no entanto, a previsão era de que a Selic encerrasse 2015 em 12,75% ao ano. Como houve congelamento das estimativas, a taxa média do ano foi mantida em 12,88% ao ano, como na semana passada. Quatro semanas antes, no entanto, a taxa estava em 12,78% ao ano.  

Para o fim de 2016, a mediana das projeções também foi mantida em 11,50% ao ano de uma semana para outra. Esta é a décima primeira semana consecutiva que a taxa está estacionada neste patamar. (Com informações da Agência Estado).

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