Coluna

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Mercado: dólar volta a subir e BC não intervém

Com algumas notícias negativas no cenário externo, o dólar voltou a subir. O Banco Central (BC) preferiu não intervir hoje. O mercado especula, tentando testar os limites do BC, mas de qualquer forma a conjuntura externa apresentou uma ligeira piora. As principais bolsas nos Estados Unidos e Europa estiveram hesitantes no dia que antecede a divulgação do resultado da reunião do Fed - Banco Central norte-americano. Na reunião, discute-se a taxa de juros básicos, atualmente em 4% ao ano. A expectativa do mercado é de uma queda entre 0,25 e 0,5 ponto porcentual. A economia dos Estados Unidos segue em desaceleração, afetando as principais economias mundiais. A política agressiva do Fed de corte de juros pretende estimular uma retomada do crescimento por meio do barateamento do crédito. O leilão de títulos da Argentina promovido hoje negociou os papéis a uma taxa de 9,10% ao ano, frente a 7,89% no último leilão. Embora tenha ficado dentro das expectativas, esse patamar é considerado excessivamente elevado para a retomada do crescimento no nível desejado pelo governo e incompatível com as ambiciosas metas fiscais firmadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Frente ao maior pessimismo dos investidores argentinos, a reação dos mercados brasileiros foi imediata, com a subida do dólar no final da tarde.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3270, com alta de 1,17%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,55%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 22,150% ao ano, frente a 21,300% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 1,24%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,30%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,67%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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