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Mercado eleva estimativas de inflação de 2008 e 2009

Analistas consultados pelo BC projetam alta de 6,4% para o IPCA neste ano e de 5,2% no próximo ano

Reuters e Agência Estado,

10 de novembro de 2008 | 08h42

As expectativas inflacionárias continuam apontando para um quadro de aceleração dos índices de preços no País, o que não é uma boa notícia para o Banco Central (BC). De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 10, os analistas consultados pelo próprio BC projetam uma alta de 6,4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 e de 5,2% para 2009. Na pesquisa anterior, as projeções eram de ganhos de 6,31%e 5,06%, respectivamente.   Veja também: Inflação pelo IGP-M abre novembro com alta de 0,80% Perigo maior em 2009 é de deflação, diz Mantega Inflação não ficará no centro da meta em 2009, dizem analistas IPCA acelera mais que o esperado e sobe 0,45% em outubro Entenda os principais índicesO aumento das estimativas é um fator complicador para o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que sempre destacou em seus comunicados que repasses de aumentos pontuais e generalização de pressões inflacionárias dependem de "forma crítica" das expectativas dos agentes econômicos para a inflação.   O mercado também elevou de 5,70% para 5,80% a projeção para o IGP-DI no próximo ano. Esta foi a sexta elevação consecutiva das estimativas para esse indicador, que estava em 5,42% há quatro semanas. Para 2008, também pela sexta semana seguida, elevou a projeção para 10,95%, ante 10,61% na semana anterior e 10,07% há quatro semanas.   Para o IGP-M, a projeção subiu de 5,50% para 5,85% em 2009 e de 10,92% para 11,07% em 2008. Há um mês, o IGP-M previsto para 2009 era de 5,50% e para 2008, de 10,37%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada há pouco pelo Banco Central.   Já para o IPC medido pela Fipe, o mercado manteve estável, pela quarta semana seguida, em 4,70% a previsão para 2009 e elevou de 6,44% para 6,54% a de 2008 (esta última projeção estava em 6,38% há um mês).   Selic   A projeção para a taxa Selic em 2009 caiu de 13,38% para 13,25%. Para 2008, a projeção para a Selic ficou estável em 13,75%. Há quatro semanas, o mercado projetava a Selic em 13,50% em 2009 e 14,75% no fim de 2008.   Câmbio   O mercado elevou pela segunda semana consecutiva a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2009. O mercado prevê que o dólar vai fechar o ano que vem cotado em R$ 2,01. A previsão anterior era de R$ 2,00 e, há um mês, de R$ 1,85. Para o fim de 2008, o mercado elevou sua projeção pela sexta vez e espera a taxa de câmbio em R$ 2,05, ante R$ 2,00 na previsão da semana anterior e R$ 1,85 há quatro semanas.   PIB   Os analistas mantiveram em 3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Há um mês, a estimativa era de expansão de 3,5%. Para 2008, a previsão ficou estável em 5,23%, mesmo índice projetado quatro semanas atrás.   Para a produção industrial, a pesquisa realizada pelo BC mostra que para 2009 o mercado espera alta de 3,70%, valor menor do que os 3,80% verificados na divulgação da semana passada e do que 4% de um mês atrás. Para 2008, contudo, o movimento é inverso. O mercado espera expansão de 5,77% para a indústria, ante 5,50% na semana passada e 5,52% há um mês.   Para a relação dívida/PIB, o mercado reduziu a estimativa de 39,00 para 38,50% em 2009. Há um mês, estava em 38,98%. Para 2008, a estimativa passou de 40% para 39,50%. Há quatro semanas, estava em 40,50%.   Contas externas   O mercado reduziu para US$ 31,65 bilhões a projeção para o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos em 2009. Na divulgação da semana passada, a projeção para o saldo negativo tinha sido de US$ 32,10 bilhões e há um mês de US$ 33,10 bilhões. Para 2008, a estimativa de déficit na conta corrente ficou estável em US$ 30 bilhões. Há um mês, estava em US$ 29 bilhões.   As estimativas para a Balança Comercial tiveram oscilações pequenas na última semana. Para 2009, o mercado reduziu a previsão de superávit de US$ 13,05 bilhões para US$ 13,03 bilhões. Há um mês, a projeção era de US$ 12 bilhões de saldo positivo. Para 2008, o superávit esperado é de US$ 23,82 bilhões, ante US$ 24 bilhões na semana anterior e US$ 23,88 bilhões há quatro semanas.   O mercado promoveu uma redução mais significativa na estimativa de ingressos de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no ano que vem, que ficou em US$ 26 bilhões ante US$ 30 bilhões na semana passada e também há um mês. Para 2008, contudo, a previsão para o IED ficou estável pela sétima semana consecutiva em US$ 35 bilhões.

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