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Mercado eleva pela 2ª vez seguida previsão para Selic em 2010

Estimativa para o PIB fica em patamar positivo pela primeira vez em seis meses, aponta a pesquisa Focus

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

05 de outubro de 2009 | 08h56

O mercado financeiro elevou pela segunda vez seguida a previsão para o patamar da taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2010. Segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central (BC), a mediana das estimativas subiu de 9,50% para 9,75% anuais no ano que vem. Há um mês, analistas estimavam que esse patamar seria 0,5 ponto porcentual mais baixo, de 9,25% ao ano.

 

Conforme o levantamento do BC, o mercado prevê que o início do aperto monetário se dará a partir de setembro de 2010, quando a Selic aumentará de 8,75% para 9% ao ano. Em outubro de 2010, a taxa subiria para 9,38% e atingiria 9,75% em novembro do próximo ano. Na pesquisa da semana passada, analistas previam que o início da alta do juros ocorreria em outubro. Para o fim de 2011, a estimativa para a Selic subiu de 10% para 10,25% anuais. Já para o fim de 2009, foi mantida a expectativa de que o juro deve permanecer em 8,75% ao ano, aposta repetida pela 15ª semana.

 

E o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento da economia em 2010. A mediana das previsões para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano seguiu em 4,50%, meio ponto porcentual superior à observada há um mês, quando a previsão era de 4%. Para 2009, a estimativa foi ajustada e o mercado elevou a estimativa de estabilidade do PIB (zero de variação) para leve crescimento de 0,01%, após seis meses prevendo retração ou estabilidade.

 

Inflação

 

O mercado financeiro manteve a previsão de alta de 4,40% do IPCA em 2010. Para 2009, a previsão para o IPCA foi elevada levemente, de 4,30% para 4,31%. Essa expectativa atual é superior à observada há quatro semanas, quando o número estava em 4,30%. Nos dois cenários esperados pelo mercado financeiro, vale lembrar, a expectativa para o IPCA está abaixo do centro da meta, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%.

 

Câmbio

 

A pesquisa não apontou alteração na previsão para o patamar do dólar no fim de 2009 nem de 2010. 

A mediana das previsões para o nível da moeda norte-americana no fim deste ano seguiu em R$ 1,80. Há quatro semanas, essa previsão era de R$ 1,85. Para o fim de 2010, a estimativa também manteve-se em R$ 1,80, abaixo da previsão feita há um mês, quando estava em R$ 1,85. A mediana das previsões para o câmbio médio no decorrer de 2010 caiu de R$ 1,82 para R$ 1,80, ante R$ 1,85 registrados há um mês. Para 2009, a projeção de dólar médio caiu de R$ 2,01 para R$ 2,00, ante R$ 2,01 de quatro semanas atrás.

 

Produção industrial

 

Para a produção industrial, analistas mantiveram a expectativa de que o setor deve crescer 6% no próximo ano. Quatro pesquisas antes, essa estimativa era de expansão de 5,65%. Para 2009, a mediana das expectativas para o setor piorou e passou de -7,24% para -7,53%, em patamar pior que o registrado há quatro pesquisas, quando a previsão era de que produção industrial cairia 7,35%.

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