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Mercado eleva previsão de alta do PIB e dos juros em 2010

Analistas esperam expansão de 4,8% do PIB e Selic em 10,25% no próximo ano; estimativa para inflação é reduzida

Reuters,

13 de outubro de 2009 | 08h58

O mercado elevou pela segunda semana seguida sua previsão para o crescimento econômico brasileiro no próximo ano e voltou a reduzir o prognóstico para a inflação, segundo o relatório Focus do Banco Central divulgado nesta terça-feira, 13. A principal mudança no cenário para 2010 ficou com a Selic em dois dígitos, em meio a uma forte expansão econômica. A estimativa para a taxa básica de juros no final do próximo ano foi elevada de 9,75% para 10,25%. Já no fim deste ano permaneceu em 8,75%.

 

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A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 foi revista de alta de 0,01% na semana anterior para expansão de 0,1%. O prognóstico para 2010 foi elevado para crescimento de 4,8%, ante alta de 4,5% na semana anterior.

 

Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, o mercado prevê taxa de 4,29%, ante 4,31% da última previsão. O prognóstico para a inflação no ano que vem permaneceu em 4,4%. Os dois números do IPCA estão abaixo do centro da meta do governo, de 4,5%.

 

Câmbio e contas externas

Analistas reduziram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana em 2009 ficou em R$ 1,76, ante previsão anterior de R$ 1,80. Para fim de 2010, foi mantida a previsão de que o dólar ficará a R$ 1,80. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 2,00.

O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2009. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 15,55 bilhões para US$ 15,80 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos manteve-se em US$ 25 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2009 manteve-se em US$ 25,85 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 17,8 bilhões para US$ 17,3 bilhões.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 em US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa de IED subiu de US$ 30,30 bilhões para US$ 31 bilhões.

 

(com Agência Estado)

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